No início da apresentação destas colunas que são separadas por capítulos formando uma série, foi demonstrado o macro desafio que atualmente se apresenta aos laboratórios clínicos. No passo seguinte é colocada uma proposta de solução e introduzida a teoria que fundamenta esta proposta, sendo de imediato detalhado um método para aplicação nas empresas. A presente coluna continua na lógica de viabilizar a referida aplicação teórica na prática, considerando que para implantar um Sistema Integrado de Gestão – SIG, devemos usar um conjunto de ferramentas especiais, exigido para esta finalidade. Esta coluna trata da análise de processos que é a base do controle de qualquer organização e que utiliza um conjunto de ferramentas para a sua operação.

Gerenciar uma empresa, independente do seu porte, centra-se fundamentalmente no controle, na análise dos seus processos. Mas o que é realmente um processo? É uma série de atividades ou tarefas que visam alcançar um dado fim. Ou de maneira mais simplificada: sempre que uma ou mais causas produzirem determinado efeito (resultado), indicará a existência de um processo. Ainda, onde existir causa e efeito, haverá um processo!

Os processos podem ser representados pelas ferramentas Fluxograma ou o Diagrama de causa e efeito (Ishikawa), que serão detalhadas em colunas futuras. Um processo é conhecido quando são conhecidos seus insumos (causas) e os seus resultados (efeitos). Portanto, analisar um processo é decompô-lo em suas causas (ou fatores causais). Ou ainda, é uma sequência de procedimentos lógicos, baseada em fatos e dados, que objetiva localizar a causa fundamental dos problemas. Ao determinar a causa fundamental, pode-se eliminá-la evitando sua reincidência.

O segundo objetivo da análise de processo é conhecer as causas principais que influenciam no resultado do processo, visando o seu controle. Em síntese, analise de processo é o conhecimento do processo através de dados e fatos e deve ser praticada por todos no laboratório clínico. Se existe um colaborador é porque existe um processo pelo qual ele é responsável, portanto, deve analisá-lo, tornando-se profundo conhecedor do mesmo com base em evidências (figura).

Façanha

Conceito de controle de processo. Fonte: TQC – Controle da Qualidade Total, 1992, pg. 196

 

Nesta coluna vimos como analisar processos. Nas próximas trataremos do “Método de solução de problemas” e “As sete ferramentas da qualidade”, essenciais para a implantação de um Sistema Integrado de Gestão – SIG. Até lá pessoal e que Deus vos acompanhe!

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Humberto Façanha
Publicado por Humberto Façanha

Atualmente é diretor da Unidos Consultoria e Treinamento e professor da Pós-Graduação em Análises Clínicas do curso de Biomedicina – Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA). Professor do Centro de Pós-Graduação da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas – CPG/SBAC. Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Engenheiro Eletricista pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Engenheiro de Segurança do Trabalho pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Especialista em Engenharia de Análise e Planejamento de Operação de Sistemas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/ELETROBRAS), formação em gestão da qualidade e Auditor Líder em ISO 9000. Contatos: humberto@unidosconsultoria.com.br e hfcfunidos@yahoo.com.br

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