Por Cristina Sanches

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O Instituto Butantan utiliza pipetas no preparo de amostras, na execução de testes biológicos e em experimentos de pesquisa para pipetagem de soluções. foto: Divulgação

Os instrumentos de medição são fundamentais em laboratórios que necessitem de aferições exatas de volumes, o que garante a qualidade dos resultados das análises. Dentre os mais utilizados, têm destaque as pipetas, que têm por função a transferência de volumes de um recipiente para outro. A pipeta é um instrumento de uso diário nos laboratórios. Sem ela seria inviável realizar os processos de análise devido aos volumes de reagentes e de amostra envolvidos.

A relevância da pipetagem na rotina laboratorial varia de departamento para departamento. “Na área de biologia molecular”, explica Patrícia Rossi do Sacramento Bobotis, assessora técnica do setor Métodos Moleculares do Grupo Fleury, “a pipeta é utilizada desde a extração do ácido nucleico (DNA ou RNA) até a pipetagem da amostra e dos reagentes necessários para a realização da reação em cadeia da polimerase (PCR). Ela é necessária na transferência dos volumes exatos de líquidos, tanto amostra quanto reagente.”

Na Medley, que utiliza as pipetas na rotina de análises do laboratório de Controle de Qualidade, por dia são realizadas cerca de 300 pipetagens, incluindo-se a utilização de pipetas volumétricas, graduadas e automáticas. “A utilização das pipetas é essencial em nossas tarefas, pois a correta execução das análises de controle de qualidade tem impacto direto na qualidade do produto que chega aos pacientes”, explica Renato Pecoraro, diretor industrial.

 

Escolha da pipeta

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Patrícia Rossi do Sacramento Bobotis, assessora técnica do setor Métodos Moleculares do Grupo Fleury

“Uma boa pipeta deve ser precisa, exata e de fácil manuseio – não deve apresentar resistência ao abaixar ou levantar o pistão ou ao dispensar a ponteira. Além disso, utilizar ponteiras de boa qualidade e com filtro, para a biologia molecular, ajuda a evitar contaminação de materiais durante as etapas do processo. Atualmente, já existem diversos modelos e marcas de pipetas que facilitam o dia a dia no laboratório”, explica Patrícia, do Fleury.

A pipeta também deve se adequar a diferentes ponteiras. Amanda Mafia de Castro, biomédica e coordenadora do departamento de Genética Molecular do Grupo Hermes Pardini, explica que a escolha da pipeta ideal deve seguir alguns critérios, como possuir faixa de volume, porta cone robusto, ejetores de metal e regulagem em cima e no corpo do instrumento.

O instrumento ideal para cada teste será determinado pelo volume a ser transferido, preconizado no método de análise de cada produto ou matéria-prima. Renato Pecoraro dá um exemplo: “Se é necessário transferir 10 µL, será utilizada uma pipeta automática, calibrada para esta faixa de volume. Se o volume a ser transferido é de 5 ml, será utilizada uma pipeta volumétrica, devidamente calibrada. Com isso, garantimos que o volume indicado no método de análise seja transferido quantitativamente por instrumento devidamente calibrado para a faixa de utilização”.

“A pipeta, em uso normal, deve descalibrar pouco”, explicam Orlando Garcia Ribeiro Filho, diretor do laboratório de Imunogenética do Instituto Butantan, e Karina Scaranuzzi, analista plena do laboratório de Desenvolvimento Analítico e Estabilidade, também do Butantan, que utiliza pipetas no preparo de amostras, na execução de testes biológicos e em experimentos de pesquisa para pipetagem de soluções.

Ainda na hora de escolher o instrumento, deve-se verificar se ele está calibrado e se possui um certificado de qualidade dentro das normas pré-estabelecidas. “A precisão e a exatidão dos volumes pipetados são de extrema importância para que o resultado obtido seja confiável”, destaca Patrícia Rossi, do Fleury.

 

Cuidados que se devem ter com as pipetas

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Amanda Mafia de Castro, biomédica e coordenadora do departamento de Genética Molecular do Grupo Hermes Pardini

Por serem instrumentos de alta precisão constituídos por diversos componentes mecânicos, as pipetas estão sujeitas ao desgaste após uso prolongado ou disfunção resultante do uso inadequado. “Como a medição de volume é um passo crítico em qualquer laboratório analítico, é essencial a verificação da calibração dos instrumentos volumétricos nas mesmas condições em que são utilizados no laboratório”, diz Amanda Mafia de Castro, do Hermes Pardini.

De acordo com a especialista, como os volumes pipetados no Hermes Pardini são muito baixos, qualquer erro no volume pretendido gera um erro na concentração final dos reagentes, levando à ineficiência da reação. “E o principal motivo que leva a esse erro é o uso inadequado do instrumento”.

Por serem instrumentos calibrados, as pipetas não podem ser submetidas a altas temperaturas, pois isso pode afetar a calibração. “Deve-se sempre utilizar pipetas com volume total o mais próximo possível do volume a ser medido”, elucida Pecoraro. Outro cuidado que deve ser observado é utilizar a pipeta sempre na vertical. “Para acerto do menisco, os olhos devem estar posicionados na altura do mesmo, para evitar a paralaxe, fenômeno que ocorre por meio da observação errada do valor no instrumento, devido ao ângulo de visão”, recomenda o profissional da Medley.

A verificação da calibração consiste em estabelecer a relação entre o valor indicado pelo instrumento e o valor efetivamente medido. É essencialmente um conjunto de medições e, como tal, não altera o desempenho do instrumento.

A calibração deve ser efetuada entre 20-25ºC e correntes de ar devem ser evitadas.

Quando verificar a calibração:
– Após manutenção e troca de peças;
– Quando a pipeta sofre uma queda ou outro dano;
– Mudança no controle da qualidade do sistema analítico;
– De acordo com orientações do fabricante.

Segundo Amanda, a frequência da verificação da calibração depende do quanto a pipeta é utilizada e da qualidade e condição deste uso. “A frequência pode ser definida também com base em resultados anteriores e na criticidade da medida. É importante que na verificação da calibração cada laboratório estabeleça os limites aceitáveis de acordo com suas aplicações. Estes limites geralmente são informados pelo fabricante da pipeta”.

Já Patrícia, do Fleury, complementa afirmando que o usuário precisa utilizar a pipeta adequada ao volume a ser pipetado para não descalibrá-la e evitar danos. Além da calibração, outro problema comum, dizem os especialistas do Butantan, é com o encaixe nas ponteiras de diferentes fabricantes.

 

Limpeza

Não existe uma previsão de frequência de limpeza que deve ser adotada pelo laboratório. Isso depende do tipo de material manuseado, rotina a que a pipeta é submetida, número de usuários para a mesma pipeta e erros admissíveis para o procedimento.

A limpeza pode ser realizada antes e após o uso com solução DNA free, que tem por objetivo garantir a esterilidade do instrumento. A limpeza geral é realizada a cada manutenção preventiva que a pipeta passa, de acordo com a periodicidade definida pelo laboratório. Patrícia, do Fleury, explica que, no dia a dia, a superfície externa da pipeta é limpa com um papel toalha umedecido com álcool 70%; em seguida, o instrumento é deixado dentro do fluxo laminar de trabalho com a luz UV ligada por 15 minutos para descontaminação. “A manutenção é realizada por empresa especializada, que verifica se há algum dano aos seus componentes e faz a limpeza interna da pipeta, além da calibração”.

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Renato Pecoraro, diretor Industrial da Medley

Antes de iniciar o processo de limpeza, recomenda-se checar se as peças podem ser lavadas e se o procedimento pode afetar a calibração. Na Medley, comenta Pecoraro, a lavagem das pipetas é feita com detergentes específicos para lavagem de vidrarias. “O enxague é de extrema importância também para que não haja resíduo de detergente nas pipetas. A secagem é feita em temperatura ambiente, para não submeter as pipetas a altas temperaturas. Já as pipetas quebradas ou danificadas são descartadas”.

O orifício pode ser cuidadosamente limpo com haste flexível de plástico. “Pode-se desmontá-la para limpeza interna, pois, às vezes, ocorre acúmulo de resíduos. Neste caso, a limpeza deve ser realizada por técnico especializado”, dizem Ribeiro Filho e Karina, do Instituto Butantan.

 

Armazenamento

Quando não estiver em uso, é recomendado que a pipeta permaneça na posição vertical para evitar que ela entre em contato com superfícies contaminadas. Caso não seja feita a ejeção da ponteira e tenha sobrado uma quantidade residual de líquido em seu interior, ao deitá-la o líquido pode escorrer para o interior do instrumento, contaminando e danificando as peças internas.

 

Técnicas de pipetagem

As técnicas mais utilizadas são a pipetagem direta e a pipetagem reversa. No primeiro caso, a segunda parada é utilizada na etapa de distribuição do líquido; no segundo, a parada é utilizada na etapa de aspiração.

A técnica de pipetagem reversa é indicada para a pipetagem de pequenos volumes ou para pipetagem de líquidos voláteis, líquidos com tendência a formar espuma ou ainda que possuam alta viscosidade. Nestes casos, é indicado aspirar e dispensar o líquido algumas vezes para garantir a precisão do volume a ser transferido.

 

Tipos de pipetas

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Uma das recomendações é que se utilize a pipeta sempre na posição vertical (tanto para aspirar como para desprezar o líquido). foto: Butantan/Divulgação

Manuais
– Pipeta volumétrica ou transferidora: planejada para medir um volume fixo de líquido. Consiste de um bulbo cilíndrico contendo um tubo estreito em cada extremidade. A marca de calibração do volume fica gravada na parte superior do tubo. A parte inferior do tubo se afina gradualmente, de modo que o calibre interno na extremidade da pipeta seja suficientemente fino para que o fluxo do líquido e a drenagem incompleta não causem erros de medição além da tolerância especificada. “Estas pipetas são calibradas para utilização em medida de amostras não viscosas. A exatidão da calibração desta pipeta é diretamente proporcional à sua capacidade”, explica Amanda, do Hermes Pardini.
– Pipeta graduada ou medidora: consiste de um tubo de vidro graduado uniformemente em seu comprimento. Pode ser apresentada em dois tipos: pipeta graduada de escoamento parcial: calibrada entre duas marcas, apresenta no topo duas linhas coloridas; pipeta graduada de escoamento total (sorológica), graduada até a extremidade inferior, apresenta no topo uma linha colorida.
“Estas pipetas são planejadas para medidas de volumes pré-determinados e não são consideradas exatas para medir amostras e padrões”, ressalta Amanda.

Automáticas
São as chamadas micropipetas. Elas podem ter um canal (monocanal) ou mais canais (multicanal) e servem para pipetar pequenos volumes, variando, por exemplo, de 0,1 uL até 1000 uL ou até 5000 uL. Podem ser de volume variável ou fixo e, dependendo do tipo de líquido a ser pipetado, é necessário escolher o modelo mais adequado (deslocamento de ar – indicada para líquidos aquosos; e deslocamento positivo – específica para líquidos voláteis, viscosos, densos ou corrosivos).

 

Recomendações

– Não pipetar com a boca. Utilizar sempre um dispositivo para a pipetagem;
– Utilizar pipetas íntegras; descartar as pipetas que apresentem pontas quebradas;
– Utilizar pipetas limpas e secas;
– Utilizar pipetas com volume total o mais próximo possível do volume a ser medido;
– Para medidas de soluções viscosas, evitar que o líquido ultrapasse muito a marca de medida, limpar a parte externa da pipeta e lavar a mesma várias vezes na solução que irá receber o material pipetado;
– Nas soluções incolores coloca-se o menisco inferior na marca de calibração, enquanto que nas soluções coradas o acerto se faz na parte superior do menisco;
– Os olhos devem estar posicionados na altura da leitura do menisco;
– Utilizar a pipeta sempre na posição vertical (tanto para aspirar como para desprezar o líquido);
– O fluxo do líquido deve ser contínuo.

 

Um pouco da história da pipetagem

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Micropipetador, fabricado na década de 1970, nos EUA, marca SMI (acervo do Museu da SBPC/ML)

O primeiro registro de uma pipeta no escritório de patentes dos Estados Unidos remonta a 1925, quando o instrumento tinha por objetivo diluir o teste de açúcar no sangue. Mas acredita-se que as primeiras pipetas tenham surgido por volta de 1790. Em 1974, começaram a ser desenvolvidas pipetas que permitiam a definição de volume.

As unidades criadas nessa época eram pesadas, o que exigia do usuário uma forte pressão, além de não suportarem altas temperaturas. Ainda nos anos 70, foi patenteado um modelo que reduzia o efeito de aquecimento da mão, impedindo que a substância tivesse sua temperatura aumentada em contato com a mão do usuário. Desenvolvimentos subsequentes passaram a incluir mecanismos constituídos por um sistema de molas e alavanca para reduzir as pressões de ejeção no polegar e na ponta.

Atualmente, as pipetas modernas se caracterizam pelo deslocamento de ar e ajustabilidade. Diferentes tipos de pipetas podem incluir volumes fixos (onde apenas a quantidade exata de fluido pode entrar na pipeta) e de deslocamento positivo (sem câmaras de ar para líquidos de alta densidade).

A equipe de reportagem do portal LabNetwork também foi ouvir a outra ponta, a dos fornecedores desses equipamentos tão importantes para a rotina laboratorial. Acompanhe a seguir o que grandes empresas comentaram sobre pipetagem e as novidades que elas oferecem ao mercado.

 

 

Análise Laboratórios

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A Análise lembra que é preciso aferir as pipetas conforme os requisitos da norma RBC na periodicidade adequada

O aumento dos níveis de automação reduziu a necessidade de pipetagem manual em grande parte dos processos laboratoriais. Ainda assim, pipetas automáticas são parte integrante da rotina em muitos processos, o que demanda pipetas cada vez mais leves, ergonômicas e precisas, minimizando lesões e erros tendo em vista a grande abrangência do uso deste importante equipamento na rotina laboratorial.

Andréa Lorusso de Oliveira, gerente técnica-científica da Análise, empresa que representa grandes marcas de pipetas no Brasil, explica que para uma pipetagem mais precisa e segura ao operador recomenda-se:

– trabalhar com pipetas cujo volume nominal seja adequado ao desejado;
– ajustar corretamente o volume a ser pipetado e utilizando preferencialmente pipetas que tenham travas de segurança, evitando variações de volume durante a pipetagem;
– aspirar os volumes perpendicularmente ao  conteúdo líquido e lentamente, inserindo a ponteira em profundidade adequada e condicionando a ponteira antes da aspiração;
– manter a ponteira por 2 segundos imersa no líquido após a aspiração, retirando-a lentamente no líquido aspirado, para evitar aspiração de ar;
– dispensar o volume aspirado lentamente evitando perdas de volume devido a respingos de fluidos;
– utilizar pipetas leves, ergonômicas e que demandem menos força para aspiração e dispensagem;
– manter as pipetas limpas e, quando aplicável, esterilizadas;
– aferi-las conforme os requisitos da norma RBC na periodicidade adequada;
– utilizar ponteiras de acordo com a recomendação do fabricante e adequadas ao volume desejado.

“Com técnica e pipetas adequadas estima-se um aumento de precisão e grande consistência nos ensaios, minimizando consequentemente as perdas e desperdícios. Quando pensamos no contexto segurança, a ergonomia é um fator importante para garantir a qualidade e a consistência da pipetagem, além de reduzir drasticamente os riscos de lesões devidas ao esforço repetitivo”, afirma Andréa.

Pipetas leves, com baixo impacto no manuseio e com desenho anatomicamente adequado permitem um tempo de operação maior e reduzem a fadiga do operador. Fator imprescindível para assegurar a qualidade de pipetagens e resultados de análises.

Contato:
andrea@analiselaboratorios.com.br
(11) 5542-4699

 

 

Eppendorf

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Linha Reference 2

As micropipetas são um dos equipamentos de laboratório mais usados atualmente. Qualquer técnico, pesquisador ou analista usa diversas pipetas no dia a dia sem muita dificuldade e muitas vezes sem treinamento. Em vista disso as pessoas tendem a achar que as micropipetas são equipamentos que não necessitam de muitos cuidados e boas práticas. “Isso é um pouco preocupante tendo em vista que a pipeta é um instrumento de medição de precisão e mais de 90% dos ensaios passam por ela em alguma etapa. Entendendo um pouco mais sobre como uma micropipeta funciona essa preocupação pode ser explicada, pois ela sofre influência de fatores como temperatura, pressão, umidade, tipo de líquido, entre outros”, comenta Yuri Mizusawa, Especialista de Produtos da Eppendorf do Brasil.

Inicialmente as micropipetas com pistão foram desenvolvidas em 1958 pelo Dr. H. Schnitger na Universidade de Marburg na Alemanha, um dos fundadores da Eppendorf. Elas foram desenvolvidas para solucionar um problema: na época os métodos de medição eram imprecisos (buretas, provetas etc.) ou não práticos (pesagem).

Com esse problema em mente o Dr. Schnitger desenvolveu o “Sistema Ponteira Pipeta”, que a partir de 1961 passou a ser produzida pela Eppendorf. Um fato interessante é que nos anos seguintes a indústria de reagentes sofreu baixa nas vendas, pois começou a ser possível medição rápida, prática e precisa de microvolumes.

Os tipos de pipetas

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Multipette M4

Basicamente existem dois tipos de pipetas, com deslocamento de ar (mais comuns e conhecidas) e deslocamento positivo (pode haver divergências nos termos), sendo que cada uma é ideal para diferentes tipos de aplicação:
– Pipetas de deslocamento de ar
São as pipetas clássicas de laboratório. Esse sistema funciona do seguinte modo: o pistão expulsa o ar da câmara e após mergulhar a ponteira no líquido, o pistão sobe, impondo uma pressão negativa que faz o líquido subir na ponteira. O cálculo do volume é feito por gravimetria (densidade e força de pressão). É importante ressaltar que o pistão fica separado do líquido por uma camada de ar, por isso o nome desse tipo de pipeta.
A Eppendorf oferece as linhas Research plus e a Reference 2 e as versões eletrônicas Xplorer e Xplorer plus.
– Pipetas de deslocamento positivo
Apresentam um funcionamento similar, mas não têm a camada de ar entre o pistão e a amostra. Neste caso as ponteiras contêm um pistão descartável que regula a subida do líquido, similar a uma seringa. São divididas em dois tipos: a mais conhecida sendo a de repetição (corta um volume em diversos passos) e outra muito parecida com a pipeta normal, com a diferença de utilizar ponteiras com pistão.
Para esse tipo de pipetagem a empresa oferece a Multipette M4 e a E3.

Fatores que influenciam na pipetagem

A pipetagem considerada ideal tem como base o usuário, o equipamento e a técnica. A influência do usuário é de acordo com o aprendizado, ou seja, quanto mais praticar, melhor será o resultado. Equipamentos e técnicas têm características que devem ser consideradas dependendo da situação.

O tipo de pipeta que sofre maiores variações é a de deslocamento de ar. A explicação para isso está na camada de ar que regula a subida do líquido, que é muito influenciada por fatores como pressão atmosférica, profundidade de imersão da ponteira, volatilidade, densidade, viscosidade, entre outros. O fato de o ar ser elástico faz com que o controle de entrada-saída de líquidos não seja preciso, pois, por exemplo, líquidos mais densos ou viscosos passam com dificuldade. No entanto, a pipeta de deslocamento positivo não sofre influência desses fatores, pois o controle do líquido é feito por contato direto do pistão com o líquido.

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Linha Research Plus

Outro ponto a ser levado em conta são as ponteiras. Deve-se ter isso em mente, pois o conjunto pipeta e ponteira faz resultados precisos ou não. Recomenda-se então que sejam sempre da mesma marca. O problema é que não existe regulamentação para a produção de ponteiras, ou seja, não há garantias de que as diversas marcas mantenham o mesmo padrão de qualidade e medidas para a ponteira.

O aprendizado e treinamento dos usuários com técnicas de pipetagem melhoram e facilitam o dia a dia, sendo essenciais para a precisão. Pode-se citar a pipetagem reversa e pré-umedecimento como exemplos. Além disso, o uso de funções das pipetas eletrônicas que proporcionam mais rapidez, precisão e conforto.

Por fim, no intuito de obter bons resultados é essencial saber a vantagem e desvantagem de cada tipo de pipeta e técnica para usá-los no momento certo.

Diferenciais das pipetas Eppendorf

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Versão eletrônica Xplorer

A Eppendorf oferece diversas linhas de pipetas, entre elas Pipeta Eppendorf Research plus, Reference 2 e Xplorer e Xplorer plus, deslocamento de ar.
– Pipeta Eppendorf Research plus: a linha básica de pipetas, que apresentam diferenciais em precisão e ergonomia. A ergonomia é vista por seu peso reduzido (por volta de 80g), devido aos materiais da pipeta e pistão (FORTROM). O botão de operação é leve de apertar e não muito alto. Tudo isso para o esforço repetitivo não ser alto e assim evitar lesões por esforço repetitivo. Pode ser um detalhe menor, mas o visor de volume tem 4 dígitos que “encaixam” para assegurar o número desejado, além de o visor ficar sempre com fácil visualização. Na parte de precisão pode-se citar o ajuste do próprio usuário para pipetar líquidos de densidades diferentes da água, que sofrem um grande desvio ao serem pipetados. Outro ponto são nossas ponteiras, produzidas de modo que 100% delas encaixem perfeitamente e tenham sempre um volume interno igual. Nesse sentido também existe uma mola no cone de encaixe da pipeta com a ponteira garantindo que as ponteiras sejam encaixadas sempre igualmente e com menor esforço. Por último, é oferecida maior facilidade de descontaminação e limpeza, pois as pipetas são totalmente autoclaváveis e fáceis de montar e desmontar.
– Pipeta Eppendorf Reference 2: a linha Premium de pipetas, com todas as vantagens da linha básica mais alguns diferenciais. O primeiro diferencial é botão de operação único com 3 estágios: um de medição, outro de blow out e o último para descarte da ponteira. Isso melhora o processo de pipetagem, pois o deixa mais fluido. Sendo indicado para locais com alto fluxo de trabalho.
O segundo é a melhor precisão. A tecnologia usada na fabricação dessa pipeta permite uma precisão maior que os padrões especificados pela ISO garantindo resultados com erros menores. Assim como uma alta resistência a impactos e reagentes químicos. Por fim o design geral é mais liso e sem reentrâncias que facilita a limpeza e evita contaminações.
– Pipeta Eppendorf Xplorer e Xplorer plus: linha de pipetas eletrônicas. Apresentam diversas vantagens em comum com as manuais, mas se destacam em ergonomia e praticidade. Como o controle de subida do líquido é feito com um clique, a força feita pelo usuário é quase zero e o controle automático pela pipeta oferece mais reprodutibilidade. A programação intuitiva ajuda no dia a dia, pois não é difícil aprender a usar a pipeta. E facilita o trabalho, por exemplo, ao se realizar uma dispensação sequencial de 96 poços, não há tanta fadiga (mental e fisicamente) quanto se fosse feito um por um. Isso ao final de um dia de trabalho melhora a precisão do trabalho. Dentre as funções, dispensação sequencial, curva de calibração, ajuste para densidades diferentes, etc.
– Pipeta Eppendorf Multipette M4 e E3, deslocamento positivo. A linha de pipetas de deslocamento positivo trabalha com volumes de 1uL até 50mL com dispensação em passos (na E3 temos a possibilidade de volumes únicos). A Multipette M4 e a E3 foram desenhadas na mesma linha das pipetas básicas, pensando na ergonomia e facilidade de uso. Já a E3, versão eletrônica, oferece facilidades como modo de titulação, dispensação sequencial, curva de calibração, entre outros seguindo o modelo da Xplorer.

Conforme explicou Yuri, as novas linhas de pipetas foram totalmente desenhadas com o usuário em mente. Para isso foi considerado o centro de massa dos equipamentos, visão do display de volume, força de encaixe/descarte da ponteira, entre outros. “Nas pipetas Eppendorf existe elevação na parte que fica o mindinho, que induz a pessoa (inconscientemente) a fazer menos força para segurar a pipeta”.

Contato:
eppendorf@eppendorf.com.br
(11) 3031-9044 – Ramal 429

 

 

Mettler Toledo

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Todas as pipetas possuem chip RFID para controle de manutenções, calibrações e verificações

A Mettler Toledo, com sua linha de pipetas e ponteiras Rainin, disponibiliza uma linha completa de produtos para atender às aplicações onde a precisão e a exatidão dos resultados são de extrema importância, mas o conforto para uma rotina diária deve ser levado em conta. De origem suíço-americana, a empresa é especializada na área de instrumentos de precisão e oferece o mais completo gama de serviços a nível mundial.

As pipetas manuais Pipet Lite XLS+ monocanais ou multicanais foram desenvolvidas para o encaixe perfeito nas mãos. Possuem corpo e ejetor de ponteiras em PVDF e pistão em aço inoxidável, além da assistência magnética para auxiliar o posicionamento do pistão durante a pipetagem. Com volumes entre 0,1µL e 20mL, para uso com ponteiras universais ou com sistema LTS (Light Touch System), a engenharia e a inovação foram combinadas, trazendo instrumentos leves, confortáveis, ergonômicos e altamente reprodutíveis.

As pipetas eletrônicas E4-XLS+ possuem display colorido intuitivo, fácil uso e manuseio graças ao botão joystick, e várias aplicações embutidas: pipetagem manual ou reversa, sequência de volumes, titulação, diluição, criação de fluxos de pipetagem etc. Com velocidades programáveis tanto para a aspiração ou dispensa, além de multidispensação com volumes variados e programação dos passos de homogeneização, seu protocolo de pipetagem pode ser totalmente programado. Com o modo ADMIN, pode-se configurar a pipeta de forma a atender aos requisitos de BPL (GLP), bloqueando as edições de data, hora, acessos etc. através de senha. Todos os protocolos podem ser salvos em sua memória embutida ou exportados através de sua entrada mini USB. Seu motor de passos microprocessado possui 4000 passos discretos e extremamente precisos para uma dispensação confiável, exata e consistente.

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As pipetas foram desenvolvidas para o encaixe perfeito nas mãos

Todas as pipetas possuem chip RFID para controle de manutenções, calibrações e verificações, além da rastreabilidade e o gerenciamento das mesmas, evitando o uso das etiquetas de identificação ou marcações no corpo do instrumento.

Para aplicações onde há necessidade de preencher, duplicar ou pipetar em microplacas de 96 ou 384 posições, o Liquidator 96 vem, de forma manual, sem necessidade de energia elétrica ou programações de métodos, atender a demanda fazendo o preenchimento de uma placa de 96 posições com uma única pipetagem – mais conforto e ergonomia na rotina. Com possibilidade de volumes entre 1 e 200µL e os mais diversos reservatórios de reagentes, para as mais diversas aplicações onde a precisão e exatidão são primordiais, tais como sequenciamento genético ou experimentos de genotipagem, ELISA ou viabilidade celular, entre outros.

Através de design inovador e uma linha de produção de altíssima qualidade, as ponteiras Rainin BioClean asseguram uma ótima performance. Produzidas em área limpa com condições totalmente controladas, estas ponteiras são 100% livres de contaminação, inertes e livres de DNAse, RNAse, DNA, pirogênicos e ATP. As ponteiras estão disponíveis em pacotes, racks, com filtro pré-esterilizadas por radiação gama, torres e embalagens ambientalmente amigáveis SpaceSaver e Green-Pak com materiais recicláveis.

Além das ponteiras universais e LTS (Light Touch System), há uma gama de ponteiras especiais: longas, com orifício grande, low retention, para aplicações em gel etc.

Contato:
Giuliana.Rossi@mt.com
(11) 4166-7935

 

 

Sartorius

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A pipeta Tacta combina alta precisão e exatidão, facilidade de calibração e manutenção com seu design ergonômico e leve

Sem dúvida a pipetagem é um procedimento comum a vários profissionais atuantes em laboratórios nas mais diversas indústrias, universidades e centros de pesquisa ao redor do mundo. No Brasil não é diferente: milhares de pessoas realizam essa atividade diariamente. Mas qual é a importância da pipetagem no processo de desenvolvimento de pesquisas em laboratório ou na produção de substâncias ou medicamentos em geral?

Segundo Hélio Primo, Gerente de Produto da Sartorius do Brasil, antes de automatizar a produção de uma substância ou medicamento, por exemplo, é preciso realizar ensaios que funcionem manualmente, com métricas de controle de qualidade definidas para que se possa realmente saber quando um resultado está de acordo com as expectativas do projeto ou não. Também é muito importante considerar como os passos de pipetagem deverão ser agrupados em um sistema automático de pipetagem futuro, caso uma substância passe a ser produzida em escala. Por isso, a maior tendência tecnológica mundial tem sido incrementar a manipulação de volumes menores, tornando-se possível reduzir o consumo de amostra e reagente, e assim reduzir os custos de testes e pesquisas.

Para garantir o acesso a tecnologias de ponta em pipetagem, e atender às exigências de centros de pesquisa, laboratórios de pequeno porte e acadêmicos, a Sartorius oferece vários modelos de pipetas, ponteiras e serviço técnico diretamente no Brasil. Além de produtos e assistência técnica, treinamentos exclusivos são oferecidos várias vezes ao ano em sua filial no Brasil, sem custos para os participantes.

A Sartorius trabalha com diversos modelos de pipetas e micropipetas, mecânicas e eletrônicas, que possuem características especiais e tornam o trabalho de pipetagem mais fácil e seguro. Entre os modelos de pipetas, o destaque vai para nova pipeta mecânica premium Tacta.

Depois de questionar seus clientes sobre quais as características que estes consideram mais importantes em uma pipeta mecânica, a divisão de P&D da Sartorius desenvolveu a Tacta, que combina alta precisão e exatidão, facilidade de calibração e manutenção com seu design ergonômico e leve. A Tacta repousa suavemente na mão do usuário graças a seu design ergonômico e apoio para o dedo. Esta pipeta é fácil de usar e extremamente confortável de se segurar. Ela alivia a carga de trabalho e protege de LER mesmo após longas sessões de pipetagem. Além disso, a Tacta ainda é autoclavável, fácil de limpar – com apenas três peças desmontáveis, possui ajuste para líquidos mais viscosos e está disponível nos volumes de 0,1 a 10000 µl nos modelos monocanal e de 0,5 a 300 µl nos modelos multicanal.

“São vários fatores que tornam a Tacta a melhor pipeta mecânica do mercado: excelente ergonomia e leveza, dígitos que facilitam a leitura, facilidade de limpeza – com somente 3 peças a serem desmontadas sem a necessidade de ferramentas. Todas estas características fazem com que a Tacta seja altamente precisa e confiável mesmo após longas séries de pipetagem”, diz Hélio Primo.

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A tendência tem sido incrementar a manipulação de volumes menores, tornando-se possível reduzir o consumo de amostra e reagente, e assim reduzir os custos de testes e pesquisas

A pipeta conta ainda com o recurso Optjet, que com apenas um movimento simples o usuário pode ejetar a ponteira sem qualquer dificuldade.

Lançada em todo o mundo há apenas alguns meses atrás, a Tacta já recebeu em 2016 o prêmio Red Dot Design por seu projeto arrojado. Para conhecer mais sobre a Tacta, basta acessar este link e assistir ao vídeo.

Entre as ponteiras, o destaque vai para a linha Optfit que é compatível com qualquer modelo de pipeta e é fornecida na embalagem Flexibulk exclusiva. As ponteiras são empacotadas de forma ordenada, prontas para serem colocadas em racks. Sua tampa possui vedação hermética, o que assegura 100% de limpeza durante o transporte e armazenamento. Além disso, a Flexibulk é compacta e totalmente reciclável, diminuindo a quantidade de resíduos e economizando espaço no laboratório.

Sem dúvida, as ponteiras de baixa retenção Sartorius são o produto ideal para a pipetagem de líquidos com baixa tensão – graças à sua superfície hidrofóbica uniforme, elas não deixam nenhum resíduo na ponta. Além disso, a superfície durável da ponteira tem elevada resistência química, assegurando a integridade da amostra. Estas ponteiras garantem ao usuário uma economia considerável de reagentes e possibilitam resultados confiáveis. Estes são os produtos ideais para a pipetagem, por exemplo, de amostras contendo soluções detergentes em aplicações sensíveis de biologia molecular como:
– DNA e RNA, por exemplo, técnicas PCR, PCR em tempo real, clonagem, sequenciamento
– Análise e purificação de proteínas, por exemplo, métodos SDS-PAGE
A característica de baixa retenção está disponível em uma larga variedade de ponteiras (não estéreis) Sartorius Optifit, bem como com os filtros para ponteiras SafetySpaceTM, de 10 μl até 1200 μl de volume.

Contato:
leadsbr@sartorius.com
(11) 4362 8900

 

 

Thermo Fisher Scientific

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O manuseio de líquido é um desafio diário nos laboratórios

O manuseio de líquido é um desafio diário, pois há muitas variáveis que podem alterar precisão e exatidão no momento da pipetagem, levando a baixa reprodutibilidade intra e interensaios, e isso pode se dar até mesmo devido ao manuseio da pipeta por diferentes operadores.

Pensando nisso a Thermo Scientific lançou os modelos de pipetas F1-ClipTip™ (pipeta manual) e a E1- ClipTip™  (pipeta eletrônica).

A principal característica do sistema único e inovador ClipTip™ é o triplo intertravamento da ponteira, garantindo que a ponteira fique presa com segurança até – e somente até – ser liberada.

Isso garante selagem total entre ponteira e pipeta, aumentando a precisão e diminuindo as forças necessárias de encaixe e ejeção das mesmas, consequentemente diminui a variação de pipetagem entre usuários e a certeza de que o volume pipetado é exatamente o desejado já que não há qualquer passagem de ar que possa alterar o volume.

Segundo informou o grupo de produtos de laboratório da empresa, além das vantagens do sistema ClipTip™, a E1- ClipTip™ possui pipetas multicanais com canais ajustáveis e isso significa que o usuário poderá transferir amostras entre diferentes materiais de laboratório de diversos formatos.

O espaçamento de canal ajustável permite definir a distância entre as ponteiras, basta apenas deslizar a escala para expandir ou contrair de acordo com a configuração que se deseja. Isso significa menos repetições para diversas aplicações.

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As pipetas Thermo são comercializadas pela Datamed e pela Hexis Científica

Com software de fácil manuseio, é possível gravar 20 protocolos com 40 passos cada, sendo a solução ideal para protocolos complexos. Além de todas estas características, a E1- ClipTip™ conta com ejetor e gatilhos eletrônicos, tornando a pipeta ainda mais ergonômica. A pipeta F1- ClipTip™ tem garantia de 10 anos e a E1- ClipTip™ de dois anos.

A linha de pipetas da Thermo Scientitific no Brasil são comercializadas por dois distribuidores autorizados pelo fabricante, Datamed e Hexis Científica.

A Datamed ressalta os inúmeros benefícios reconhecidos pelos próprios usuários: “As pipetas manuais se destacam pela ergonomia, precisão, maciez, comodidade, durabilidade e eficácia. Os modelos eletrônicos, além dos benefícios anteriores, agregam ainda mais vantagens nos quesitos agilidade, reprodutibilidade e flexibilidade”.

Conforme salientou a M.Sc Adriana Fernandes Roberto, Especialista de Produtos da Hexis Científica, “Reprodutibilidade, segurança e qualidade nos procedimentos de pipetagem no laboratório são as garantias que as micropipetas ClipTip™ da Thermo Scientific trazem aos usuários, através  de seu inovador sistema de vedação entre micropipeta e ponteira. Pode-se eliminar os riscos de erro da micropipeta usando essa tecnologia”.

Contato:
produtosdelaboratorio@thermofisher.com

 

Cinco erros de pipetagem que podem arruinar os resultados

1. Profundidade errada de imersão da ponta: a profundidade correta de imersão da ponta pode aumentar a precisão em até 5%. A ponta deve ser imersa entre 1-2 mm, para pipetas de volume micro, e até 3-6 mm para pipetas normais, dependendo do tamanho da ponta. Se a ponta for imersa muito rápido, o volume de gás nela é comprimido, fazendo com que muito líquido seja aspirado.

2. Ângulo incorreto de pipetagem: o ângulo de imersão da ponta da sua pipeta na amostra deve ser o mais vertical possível, e não deve desviar mais de 20 graus do vertical. Um ângulo mais horizontal faz com que muito líquido seja levado para a ponta, resultando em aspiração imprecisa. Por exemplo, em um ângulo de 30 graus na vertical até 0,7%, muito líquido pode ser aspirado.

3. Ritmo inconsistente de pipetagem: utilize um ritmo consistente de pipetagem entre as amostras. Evite se apressar ou a operação rápida, e obtenha um ritmo para cada etapa no ciclo de pipetagem.

4. Dispensação inconsistente: maior precisão e reprodutibilidade para cada amostra podem ser obtidas ao garantir que a última gota é totalmente dispensada e não adere à extremidade da ponta. Para a maioria das aplicações, é recomendado dispensar com a extremidade da ponta que está contra a parede do recipiente, pois reduz ou elimina a quantidade remanescente da amostra na ponta. Essa técnica pode aumentar a precisão em 1% ou mais.

5. Falha no pré-enxague: dispensar o líquido de uma pipeta deixa uma camada do líquido na ponta, tornando o volume expelido um pouco menor do que realmente deveria ser. Pré-enxaguar uma nova ponta, pelo menos duas vezes com o líquido a ser usado, irá condicionar a parte interna da ponta.

Fonte: Mettler Toledo

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