O diagnóstico pode ser feito por meio de um teste rápido, que utiliza a tecnologia Point of Care para rastrear anticorpos contra o vírus nas fezes do paciente

O que atualmente as pessoas conhecem como “virose”, os especialistas reconhecem como doença, pois pode ser ocasionada por um rotavírus, principal causador de diarreias graves na infância, sobretudo, em crianças menores de 5 anos, respondendo por 40% a 60% das gastroenterites agudas. Mais frequente no verão, a infecção pelo vírus já pode ser confirmada em até 15 minutos por um exame.

O diagnóstico pode ser feito por meio de um teste rápido, que utiliza a tecnologia Point of Care para rastrear anticorpos contra o vírus nas fezes do paciente, oferecendo o resultado em até 15 minutos. Segundo Alberto Chebabo, infectologista do corpo clínico do laboratório Sérgio Franco, o rotavírus é encontrado em alta concentração nas fezes de crianças infectadas e pode ser transmitido via fecal-oral, contato pessoa para pessoa ou por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados. O período de incubação é curto e geralmente varia de um a três dias.

Após o contágio, os principais sintomas são a presença de vômitos que, geralmente, antecedem as diarreias, febre e dor abdominal, que podem durar de quatro a oito dias. “A doença se caracteriza por fezes normalmente líquidas, abundantes e frequentemente explosivas e pode apresentar sinais gripais como coriza ou tosse”, comenta o especialista.

Qualquer pessoa está sujeita a contrair o rotavírus, mas as crianças, em especial as menores de 2 anos (quando ainda não se desenvolveram todas as defesas do organismo), e aquelas que frequentam escolas ou berçários, são as mais acometidas. Em adultos a doença é mais rara, mas são registrados surtos em espaços fechados, como ambientes de trabalho, hospitais, escolas e até em navios de cruzeiro.

Alberto Chebabo afirma que um dos principais riscos ocasionados pelos sintomas do rotavírus é a desidratação, caracterizada por boca seca, olhos encovados, prostração ou irritabilidade. “Em um estágio mais grave de desidratação, a pessoa pode até ‘parar’ de urinar por várias horas e ficar sonolenta. Esses sintomas devem servir de alerta, pois quanto mais precoce a intervenção médica com hidratação oral, menor a chance de hospitalização”, acrescenta.

O especialista explica que não existe nenhum tratamento específico para o rotavírus. A desidratação deve ser combatida com a ingestão de líquidos, sempre de forma progressiva para não piorar os vômitos, e tratar os sintomas, em especial a febre, por meio da utilização de antipiréticos. “Em caso de desidratação leve ou moderada, a hidratação pode ser feita por meio da oferta de soro oral (caseiro ou farmacêutico), que deve ser ministrado enquanto houver vômitos e diarreia. Já na presença de desidratação mais grave é indicada, a critério do médico assistente, a internação hospitalar para hidratação venosa. Porém, medicações constipantes não estão indicadas na infecção pelo rotavírus”, diz Chebabo.

É importante ressaltar que já existe vacina para o rotavírus, administrada em crianças até 6 meses de idade, em duas ou três doses, de acordo com o tipo de vacina utilizada. A vacina disponível no setor público protege contra o sorotipo mais comum do rotavírus e é realizada em duas doses, enquanto a vacina utilizada pelo setor privado protege contra cinco sorotipos diferentes do rotavírus e é aplicada em três doses.

A tecnologia dos testes rápidos está disponível na unidade do laboratório Sérgio Franco em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.

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laboratório Sérgio Franco, Rotavírus, teste rápido

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