As análises foram realizadas por meio da técnica de PCR em Tempo Real

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) integra, por demanda da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o esforço para esclarecimento do surto de hepatite A na comunidade do Vidigal, na Zona Sul da cidade.

De acordo com a secretaria, 75 casos da doença foram confirmados. O Instituto concluiu a análise de amostras de água coletadas na comunidade. De acordo com os laudos informados à secretaria de saúde, e tornados públicos pela instância no dia de hoje (10/01), três das 10 amostras recebidas foram positivas.

A atividade foi conduzida pelo Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental e pelo Laboratório de Desenvolvimento Tecnológico em Virologia do IOC.

As amostras foram processadas para concentração viral utilizando-se o método de filtração por membrana, de acordo com o protocolo descrito na ISO 15216-1:2017. Em seguida, as análises foram realizadas por meio da técnica de PCR em Tempo Real, que permite identificar a presença de material genético do vírus no material.

Adicionalmente, os pesquisadores realizarão a técnica de sequenciamento genético, com o objetivo de identificar a linhagem do vírus presente nas amostras.

Sobre a hepatite A

A hepatite A é causada por um vírus de transmissão oral-fecal. A doença consiste em inflamação do fígado e os sintomas incluem cansaço, febre baixa e dor de cabeça. Nos casos em que há avanço da doença, pode haver coceira, escurecimento da urina e amarelamento da pele. De forma geral, a doença se encaminha para cura espontânea. Porém, os casos graves podem evoluir para falência fulminante do fígado – um quadro que pode ser fatal e pode exigir transplante do órgão. A lavagem de mãos e de alimentos estão entre as principais medidas de controle. A vacinação está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de um ano a dois anos incompletos. Com informações do IOC/Fiocruz

Tags:

amostras de água, hepatite A, Instituto Oswaldo Cruz

Compartilhe: