Técnica com maior precisão é capaz de identificar mais de 110 componentes alérgenos de alimentos ou de substâncias inalantes, como ácaros

O teste também mostra a intensidade da reação alérgica a determinado componente

Um novo método, que utiliza uma técnica com maior precisão, capaz de identificar mais de 110 componentes alérgenos de alimentos ou de substâncias inalantes, como ácaros foi apresentado durante o 51º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (51º CBPC/ML), que ocorreu entre os dias 26 e 29 de setembro, no Palácio das Convenções do Anhembi Parque, em São Paulo.

“O Diagnóstico Resolvido a Nível de Componente (Component-Resolved Diagnosis – CRD, em inglês), ao invés de utilizar testes alérgicos com extratos (várias moléculas juntas), usa moléculas isoladas de alérgenos que podem ser comuns a várias substâncias, como a tropomiosina presente em ácaros, baratas e em camarão e que leva uma pessoa alérgica a esse componente a ter reação quando come camarão”, explica Victor Nudelman, patologista clínico membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). “Além disso, este teste também mostra a intensidade da reação alérgica a determinado componente”, completa o médico.

Diferença entre intolerância e alergia

A intolerância é uma condição química ou metabólica. Sendo assim, quem é intolerante à lactose possui intolerância ao açúcar do leite. Nesse caso, o organismo desse paciente não desempenha uma boa atividade metabólica e a enzima chamada lactase não digere a lactose ingerida, que fica excedente no intestino. Isso causa náusea, cólicas, vômitos e até diarreia. Já a alergia, envolve um processo imunológico contra proteínas e não açúcares. Nessa situação, o paciente não pode ingerir leite sem lactose, pois a alergia é à proteína do leite que causa inflamação no intestino e não à lactose. Os sintomas de quem é alérgico à proteína do leite são parecidos aos dos pacientes intolerantes à lactose.

Em relação ao glúten, composto proteico encontrado em cereais como trigo, centeio, aveia e cevada, existe uma reação imunológica diferente, causadora da doença celíaca em pessoas propensas geneticamente, que envolve células do sistema imunológico e não só anticorpos. Nesse caso, a pessoa intolerante não pode ingerir o glúten pelo resto da vida. Caso um celíaco faça a ingestão de glúten, ele pode ter uma reação no intestino delgado que provoca uma lesão na mucosa do intestino e impede a absorção dos nutrientes, podendo levar ao câncer caso não seja controlada.

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51º CBPC/ML, componentes alérgenos de alimentos

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