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O laboratório do Departamento realizou em 2020 mais de 20 mil testes de tacrolimus

Em 2020, o Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas de São Paulo realizou 136 transplantes de fígado, e para esse ano a previsão é de um número ainda maior, que pode alcançar 170 transplantes. Com a pandemia, o Departamento também foi impactado com um aumento de 13% na demanda de pacientes provenientes de outros hospitais, que não puderam realizar os procedimentos ou por conta da falta de UTI para o pós-operatório.

Esse alto número de cirurgias sendo realizadas anualmente implica na realização de rígidos protocolos de exames pós-cirúrgicos, que exigem um rápido tempo de resposta para garantir a eficácia do procedimento.

A médica Luciana Haddad, Professora Assistente do Serviço de Transplantes do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP, explica que os primeiros minutos após o transplante já mostram se o fígado foi bem recebido pelo paciente: “O sucesso do transplante é feito nos primeiros dias, porque se o fígado não funciona pode haver uma disfunção do enxerto e a repercussão é bem imediata, exigindo um retransplante precocemente”.

A resposta de funcionamento é feita por uma dosagem de exames e pela clínica do paciente durante a internação. “As chances de rejeição aparecem entre o quarto e quinto dia. O paciente jovem e imunologicamente competente, que aparenta estar bem nos primeiros dias, pode rejeitar muito mais o órgão”, comenta a médica.

A importância dos imunossupressores

De acordo com a orientação, o tratamento pós-cirúrgico tem início com corticoides e imunossupressores. Em caso de pacientes com riscos ou comorbidades, como função renal prejudicada, diabetes e hipertensão, é necessário utilizar o medicamento basixilimabe nos primeiros dias para diminuir a lesão renal.

Hoje, o Departamento utiliza o imunossupressor tacrolimus. O médico Luiz Augusto Carneiro D´Albuquerque, Diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, Professor e Chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP, explica que as dosagens são feitas diariamente no período de internação, pela manhã logo após as visitas médicas: “Com os resultados do nível das drogas imunossupressoras em mãos, é possível fazer o ajuste da próxima dose durante a visita”.

Nos pacientes que recebem  alta, as dosagens do tacrolimus vão diminuindo gradualmente: “Nas primeiras semanas acontecem semanalmente, depois quinzenalmente e mensalmente. Com o acompanhamento da evolução em ambulatório são feitas as avaliações que determinam a continuidade”, resume a Dra. Luciana.

Mesmo com base no protocolo, a médica enfatiza que a imunossupressão é uma variação diária e única, mas deve ser regulada em função do paciente. “Podem ocorrer efeitos adversos à medicação e não rejeição à medicação”. Em casos assim, é feita uma imunossupressão tripla com a adição de micofenolato ao tacrolimus, por exemplo. Em pacientes que apresentam comprometimento do rim, o que ocorre em cerca de 30% a 40% da população transplantada no HC, esse procedimento é recorrente.

O laboratório do Departamento acompanha atualmente 1.500 pacientes em ambulatório, alguns ainda realizando dosagens semestrais. Isso gera uma alta quantidade de análises, em 2020, foram realizados mais de 20 mil testes de tacrolimus.

Coleta e liberação imediata

Nesse contexto, um dos maiores desafios da equipe é ter a disponibilidade rápida do resultado do teste do nível das dosagens do medicamento imunossupressor. O laboratório equipado com um robusto sistema de automação e  processos cada vez mais informatizados, permite ao HC fazer a coleta do nível para dosagem do imunossupressor no dia da consulta, com total segurança dos resultados: “Esse protocolo evita o incômodo da vinda apenas para a troca da prescrição médica”, ressalta o Dr. Luiz Carneiro. “É muito importante para qualquer paciente transplantado pelo SUS, principalmente para os que vêm de longe”, acrescenta a Dra. Luciana.

A Abbott possui em seu portfólio o ensaio automatizado de monitoramento de fármacos terapêuticos para transplantes, o ARCHITECT Tacrolimus. O teste oferece agilidade em tempo de resposta, sensibilidade e desempenho necessários para o monitoramento terapêutico de pacientes após o transplante. Para informações detalhadas, clique aqui.

Os produtos mencionados neste material estão devidamente regularizados perante ao agente regulado, para mais informações entre em contato com o departamento de Marketing.

ARCHITECT é uma marca registrada da Abbott Laboratories em diversas jurisdições.

Tags:

Abbott, ARCHITECT Tacrolimus, fígado, imunossupressores, transplantes

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