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Em atenção ao Dia Mundial de Combate à Hepatite, lembrado em 28 de julho, o médico João Renato Rebello Pinho, Coordenador Médico no Hospital Israelita Albert Einstein, aborda a questão, enfatizando a utilização das soluções diagnósticas para detecção e acompanhamento da regressão ou progressão da doença

A detecção inicial das hepatites só pode ser feita por meio dos testes. Tanto os sorológicos como a detecção do ácido nucleico podem dizer se a pessoa teve contato com o vírus ou não

Em 2018, 325 milhões de pessoas foram afetadas por alguma forma de hepatite, o que globalmente representa uma importante doença infecciosa1. Dados de 2017 mostram que 40,1 mil pessoas foram diagnosticadas com hepatites virais no Brasil2. Em alinhamento às metas propostas na agenda da World Health Organization (WHO) para uma redução nos casos e mortes em 90% e 65%, respectivamente, até 2030, o Brasil vem atuando na prevenção e erradicação da doença3,4 com uma ampla cobertura de testagem na rede de saúde.

A transmissão por via sexual continua sendo um dos principais fatores para novos casos de hepatite B e C. A hepatite A não cronifica e está associada à forma aguda. O médico João Renato Rebello Pinho comenta que há cerca de três décadas, a transfusão de sangue era um fator de risco para as hepatites, especialmente a hepatite C: “No fim dos anos 1980 foram descobertos os primeiros ensaios para detecção de anticorpos anti-HCV e, em 1993, essa triagem passou a ser obrigatória no Brasil”.

Hoje, os marcadores sorológicos e moleculares reduziram muito o risco de contaminação por transfusão. “O grande número de pessoas com a infecção se deve a outros mecanismos de transmissão, como o compartilhamento de seringas, instrumentos perfurocortantes e outros não totalmente conhecidos, além da transmissão sexual”, reforça o Dr. Rebello Pinho.

Evoluções impactaram na área de hepatites

A descoberta dos meios de triagem veio acompanhada das novas formas de tratamento e diagnóstico. O Coordenador Médico do Hospital Israelita Albert Einstein conta que a área de doenças infecciosas teve muitas inovações e as pesquisas feitas para drogas específicas também. No caso da hepatite C, causada por um vírus RNA, há tratamentos com mais de 95% de possibilidade de cura.

Já o tratamento da hepatite B, apesar de também ser muito eficaz, encontra alguns desafios, pois o material genético do vírus é o DNA, que pode se integrar na célula e gerar cópias, dificultando a erradicação da infecção. Isso faz com que a imunização pela vacina seja imprescindível para combater a doença antes da infecção.

Testar para diagnosticar e tratar

O Dr. Rebello Pinho explica que a detecção inicial das hepatites só pode ser feita por meio dos testes. Tanto os sorológicos como a detecção do ácido nucleico podem dizer se a pessoa teve contato com o vírus ou não. “Estes testes detectam a doença precisamente, para não confundir com outros quadros semelhantes causados por outros vírus ou ainda outras causas não infecciosas”, pontua. A testagem também tem papel importante para detectar a hepatite crônica, pois as hepatites B e C não são em geral diagnosticadas na fase aguda.

“A partir do momento em que o diagnóstico é confirmado, é preciso fazer um teste do ácido nucleico viral porque há pessoas que tiveram contato com o vírus das hepatites B e C, que são positivas para os marcadores sorológicos Anti-HBc e Anti-HCV, respectivamente, e não têm o exame molecular PCR positivo”, detalha.

Para a hepatite B, os marcadores HBsAg e Anti-HBc Total vão identificar se ocorreu a infecção e devem ser solicitados inicialmente na suspeita da infecção. “A carga viral é um importante indicador para mostrar se a pessoa está em fase de replicação viral ou não”, acrescenta o Dr. Rebello Pinho. Para a hepatite C, a indicação é iniciar o tratamento em caso de RNA viral positivo.

Os testes no acompanhamento evolutivo da infecção

O especialista destaca que antes de iniciar o tratamento é preciso ter carga viral detectável para essas hepatites, com a realização dos testes quantitativos. “Para a HBV, o resultado é um importante indicativo para o tratamento, pois se for baixo é possível postergá-lo esperando que o paciente tenha um clareamento espontâneo do vírus”.

A hepatite B pode apresentar uma resposta mais lenta e ser acompanhada por tempo indeterminado com marcadores moleculares e sorológicos. Esse seguimento mostrará se houve desaparecimento do vírus e se eventualmente surgiram os anticorpos protetores. “A presença de alterações clínicas mais graves, como presença de cirrose, indica a necessidade de tratamento imediato independente de qualquer resultado dos marcadores”, enfatiza o Dr. Rebello Pinho.

No caso da HCV, geralmente há uma alta carga viral inicial, que logo se torna não detectável. Os tratamentos atuais podem durar até três meses, fazendo a dosagem da carga viral ao final deste período, com mais uma repetição posterior, em geral, após um ano.

“O mais importante é ter um diagnóstico precoce, isso evitará que o paciente desenvolva alterações hepáticas causadas pelo vírus. Um diagnóstico tardio pode trazer as complicações relacionadas a alterações hepáticas mais graves, como a hepatite crônica com diminuição da função hepática, podendo evoluir para cirrose hepática”, pressupõe o médico, que também lembra que alguns casos de HCV e HBV podem levar a câncer de fígado.

A eliminação das hepatites virais B e C

A Abbott, comprometida em apoiar os laboratórios em uma ação para eliminar as hepatites virais, tem atuado em campanhas de conscientização e suporte a partir das soluções Alinity, Sistema RealTime m2000 e ARCHITECT, mostrando o valor e o impacto dos diagnósticos precisos e rápidos, tanto aos laboratórios quanto ao sistema de saúde e à sociedade.

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Referências

1. https://www.globalhep.org/.

2. http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/saude-lanca-plano-para-eliminar-hepatite-c-ate-2030.

3. https://www.globalhep.org/news/who-releases-new-report-accelerating-access-hepatitis-c-diagnostics-and-treatment.

4. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2020/boletim-epidemiologico-hepatites-virais-2020.

Tags:

Abbott, Hepatite, João Renato Rebello Pinho

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