Pesquisadores validaram um novo protocolo para medir os níveis de traços de canabinoides no soro e o usam para analisar amostras de pessoas acusadas de dirigir sob a influência de drogas

Uma variedade de métodos analíticos baseados em cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (GC-MS) tem sido tradicionalmente empregada para a determinação de níveis de traços de canabinoides em amostras biológicas

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 147 milhões de pessoas, 2,5% da população mundial, consomem cannabis. Devido ao seu amplo uso, a análise de canabinoides em amostras biológicas – principalmente de sangue – é de grande importância para os laboratórios forenses.

Entre as centenas de canabinoides da cannabis, o tetrahidrocanabinol (THC), que é o principal composto psicoativo da cannabis, e seus metabólitos THC – OH e THCA, estão entre os mais frequentemente monitorados como marcadores de consumo de drogas. O canabidiol (CBD) e o produto de degradação menor canabinol (CBN) também são frequentemente medidos para auxiliar na interpretação forense dos resultados. Mais recentemente, o cannabigerol (CBG) foi detectado na urina e também é um marcador proposto para o consumo de cannabis. Mas a análise toxicológica das baixas concentrações desses canabinoides em amostras biológicas complexas apresenta desafios consideráveis ​​para os cientistas forenses.

Uma fonte alternativa de íons para cromatografia gasosa

Uma variedade de métodos analíticos baseados em cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (GC-MS) tem sido tradicionalmente empregada para a determinação de níveis de traços de canabinoides em amostras biológicas. Entre a variedade de fontes de ionização atualmente disponíveis, a ionização química de pressão atmosférica recentemente comercializada para cromatografia gasosa (APGC) pode oferecer uma alternativa nova e atraente – particularmente para medir compostos que são difíceis de analisar usando outras fontes.

Em um novo estudo, publicado no Journal of Chromatography A, pesquisadores avaliam o uso de APGC acoplado à espectrometria de massa triplo quadrupolo (APGC-MS/MS) para a determinação quantitativa simultânea de canabinoides no soro humano.

Os pesquisadores desenvolveram e validaram uma nova metodologia de acordo com as diretrizes internacionais, demonstrando que a técnica poderia separar THC, THC – OH, THCA, CBD, CBDA e CBG em menos de dez minutos. Seus limites de quantificação (LOQ) foram 0,2 ng/ml para THC, 0,4 ng/ml para THC – OH, CBD e CBG, 1,6 ng/ml para THCA e 3 ng/ml para CBDA. Eles então aplicaram com sucesso o método para a análise de amostras reais de soro coletadas de 15 pessoas que haviam sido acusadas de dirigir sob a influência de drogas.

Para essas análises altamente sensíveis, os pesquisadores usaram água ultrapura gerada a partir de um sistema de purificação de água do laboratório Elga Purelab® Chorus ANR para minimizar o risco de introdução de contaminantes que podem afetar seus resultados.

Análise forense confiável

Embora vários métodos empregando a fonte APGC tenham sido aplicados em análises de alimentos ou ambientais, esta é sua primeira aplicação em toxicologia forense.

Os resultados demonstram que o APGC – MS/MS pode quantificar satisfatoriamente o THC e outros canabinoides em uma matriz biológica extremamente complexa (soro humano) na qual os analitos alvo estão presentes apenas em níveis de traços.

O protocolo oferece uma alternativa válida, de alto desempenho e inovadora para a produção de dados forenses confiáveis usando cromatografia gasosa, permitindo a determinação quantitativa de canabinoides no soro mesmo nos limites legais de THC mais baixos propostos para motoristas.

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