Pesquisa do ICB/UFMG analisou as células sanguíneas de 37 voluntários usando a técnica chamada citometria de fluxo

Pesquisadores poderão, no futuro, utilizar resultados da tese para caracterizar diferentes perfis de resposta imunológica correspondentes a vários quadros clínicos

O que faz uma pessoa ter um quadro mais grave ou leve de dengue? Essa pergunta foi o ponto de partida da tese de doutorado da bióloga Iracema Carvalho, defendida no Programa de Pós-graduação em Microbiologia da UFMG. A bióloga, que também é mestra em Microbiologia na própria UFMG, estudou o comportamento de células responsáveis pela resposta imunológica.

A pesquisadora analisou as células sanguíneas de 37 voluntários usando uma técnica chamada citometria de fluxo, que favorece a obtenção de uma espécie de retrato da resposta imunológica da pessoa. Iracema Carvalho observou, assim, como se comportam oito tipos de células da resposta imune inata.

Os resultados mostraram que alguns desses grupos celulares da resposta imune inata estavam diferencialmente ativas, produzindo níveis maiores de mediadores inflamatórios naqueles voluntários com quadros mais graves de dengue. “Isso indica que essa hiperativação acontece desde o início da infecção pelo vírus”, explica a autora.

Segundo Iracema Carvalho, pesquisadores poderão, no futuro, utilizar resultados da tese para caracterizar diferentes perfis de resposta imunológica correspondentes a vários quadros clínicos. Com os perfis traçados, poderão então identificar as pessoas mais propensas a desenvolver quadros graves de dengue e propor novos tratamentos.

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citometria de fluxo, dengue, resposta imunológica

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