A técnica analítica é a mais indicada para análise das substâncias monoetilenoglicol (MEG) e dietilenoglicol (DEG)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) contestou o resultado de uma análise independente contratada pela cervejaria Backer que não encontrou dietilenoglicol em quatro amostras de água na fábrica da empresa. Esses exames divergem da análise do Mapa, que identificou contaminação na água dentro da fábrica.

Segundo o ministério, para se chegar a esse resultado foi utilizado o processo de cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas, técnica que, conforme a literatura científica consultada, é a mais indicada para análise das substâncias monoetilenoglicol (MEG) e dietilenoglicol (DEG). “Esta técnica analítica é, inclusive, a utilizada em método de referência da agência americana Food and Drug Administration (FDA) para a determinação destes compostos”.

Ainda de acordo com o Mapa, essas análises detectaram a presença dos contaminantes em amostras coletadas pelos auditores fiscais na água residual do trocador de placas e no tanque de água utilizada para resfriamento. “A atuação da fiscalização federal agropecuária é dotada de fé pública e auxilia a apuração deste caso em parceria com demais órgãos participantes desta força-tarefa”, conclui o comunicado.

A análise foi feita pelo professor de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Botelho e, conforme o especialista, a água foi enviada a ele pela própria Backer, que informou que as amostras foram retiras do tanque, do restaurante, da caixa d’água e do trocador de calor. Com informações do Hoje em dia

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cervejaria, cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas, dietilenoglicol

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