Doação de R$ 30 milhões é composta por R$ 15 milhões das empresas Dasa e Mafra e o restante virá do Banco Inter, Localiza e MRV. A parceria acelera o processo de validação da vacina UB-612 da COVAXX, que tem tecnologia inovadora e é baseada em peptídeos. A fase II/III da vacina será realizada no Brasil com no mínimo 3 mil voluntários

A vacina da COVAXX é baseada em peptídeos e projetada para disparar resposta celular, responsável por uma imunidade mais duradoura, e de anticorpos ao mesmo tempo, estimulando o organismo a produzir alta reação imunológica

A Dasa – líder em medicina diagnóstica no Brasil e 5ª maior do mundo no setor e a Mafra – líder na distribuição de insumos e oferta de soluções para a saúde se uniram para doar R$ 15 milhões para o enfrentamento da Covid-19. MRV, Localiza e Banco Inter também participam totalizando R$ 30 milhões para o desenvolvimento de estudo clínico para validar a vacina da COVAXX, subsidiária da United Biomedical Inc. (UBI).

A iniciativa reforça o compromisso social da Dasa que, somada a outras, já totaliza mais de R$ 40 milhões doados à saúde da população brasileira para conter a pandemia. Com a parceria, a empresa usará sua expertise em pesquisa clínica para acelerar o processo de validação de uma das mais promissoras vacinas contra o SARS-COV-2, em âmbito mundial. A Dasa será responsável pelo delineamento do estudo clínico de fase II/III, em desenho conjunto com a COVAXX, seguindo rígidos protocolos da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e submissão do projeto à agência reguladora, a Anvisa. “O estudo de fase II/III será realizado com no mínimo 3 mil brasileiros para avaliar se a vacina provoca resposta imune (imunogenicidade), para definir as doses de segurança necessárias e a eficácia da vacina UB-612, da COVAXX”, explica Gustavo Campana, diretor médico da Dasa.

Com metodologia inovadora e proprietária, a vacina da COVAXX é baseada em peptídeos e projetada para disparar resposta celular, responsável por uma imunidade mais duradoura, e de anticorpos ao mesmo tempo, estimulando o organismo a produzir alta reação imunológica. “Dependendo das respostas dos estudos clínicos de fases II e III, a vacina poderá ser aplicada em dose única”, explica Campana. Por ser 100% sintética, portanto, sem uso de vírus em sua fabricação, a UB-612 tem baixo risco biológico e não requer tempo para cultivo de vírus, o que garante alta escalabilidade.

A COVAXX também estima a produção de 100 milhões de doses no primeiro quadrimestre de 2021 e 500 milhões em 2021. “Garantimos 10 milhões de doses para Dasa e Mafra para distribuição ao mercado privado brasileiro, após aprovação dos órgãos reguladores. Destinaremos, ainda, outras 50 milhões de doses para o mercado público do país”, conta a médica Mei Mei Hu, co-Founder e co-CEO da COVAXX.

Mei Mei acrescenta que os resultados dos ensaios pré-clínicos, com animais, demostraram alto grau de imunogenicidade (mais relevantes que de outras vacinas ou do plasma de infectados) e neutralização contra vírus vivos em comparação com os dados publicados de outras vacinas até o momento. “O estudo de fase I está em andamento em Taiwan, país modelo no controle da Covid-19”, conclui.

Estudo clínico no Brasil

O Brasil representa um país importante para a pesquisa clínica, tanto com relação à quantidade de casos quanto pela heterogeneidade da população. “A reputação e visão do Peter Diamandis nos motivaram a protagonizar mais essa mobilização social que reforça nosso compromisso de investir em ciência e inovação em saúde, colocando nosso conhecimento em Pesquisa Clínica à disposição da validação da vacina da COVAXX”, explica Emerson Gasparetto, CMO (Chief Medical Officer) do Grupo Dasa.

Peter Diamandis, MD é co-fundador da COVAXX e da Singularity University e conta que a escolha da Dasa se baseia na importância da representatividade da companhia no cenário brasileiro e mundial (quinta maior empresa de medicina diagnóstica da América Latina e uma das que mais investem em inovação em saúde). “O negócio de saúde figura entre os mais importantes no mundo e é um dos que têm mais problemas. Isso pede integração entre os stakeholders, envolvimento de tecnologia, além de empoderamento e engajamento do paciente em sua saúde e vejo que a Dasa está comprometida com a promoção de uma mudança”, aponta Diamandis.

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covid-19, vacina da COVAXX

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