Condição que afeta aproximadamente 2 milhões de brasileiros pode ser identificada facilmente com a utilização de testes de diagnóstico

O diagnóstico da Doença Celíaca é feito através de exames laboratoriais (exames de sangue) e Endoscopia Digestiva com biópsia de duodeno

O dia 16 de maio é considerado o Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença Celíaca. A data tem como objetivo informar e conscientizar a população sobre o tema que, de acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), atinge aproximadamente 2 milhões de pessoas somente no Brasil, sendo que muitas delas ainda sem diagnóstico definido.

A doença celíaca é genética, autoimune e crônica, causada por uma reação no sistema imunológico em resposta à ingestão de glúten, proteína encontrada nos cereais trigo, cevada, centeio, aveia e seus derivados, provocando uma inflamação do intestino delgado, que gera dificuldades do organismo na absorção dos nutrientes dos alimentos. O glúten, além de estar presente em produtos como pães, massas, bolos, biscoitos, molhos e bebidas, atualmente também pode ser encontrado em medicamentos, suplementos, material escolar, cosméticos e outros. O único tratamento existente para a doença celíaca é uma rigorosa dieta isenta de glúten por toda a vida.

“A Doença Celíaca representa um grande desafio diagnóstico, podendo surgir tanto na infância quanto na vida adulta e manifestar-se com um amplo espectro de sintomas. A sintomatologia pode variar desde queda de cabelo e unhas frágeis até infertilidade e abortamento de repetição, por exemplo. Dentre as manifestações mais comuns podemos citar dor ou desconforto abdominal, diarreia, prisão de ventre, perda de peso, lesões na pele, deficiência nutricional, déficit de crescimento e osteoporose “ explica a Dra. Danielle Kiatkoski, gastroenterologista consultora da Fenacelbra.

Diagnóstico

A Doença Celíaca pode ser assintomática, porém isso não significa ausência de potenciais complicações. Familiares de 1º grau de celíacos apresentam 10% de chance de serem celíacos também e devem ser investigados. O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais (exames de sangue) e Endoscopia Digestiva com biópsia de duodeno. É fundamental que a investigação aconteça antes que se retire o glúten da dieta para não termos resultados inconclusivos. São dosados anticorpos específicos, porém é importante ressaltar que a ausência de anticorpos não afasta a Celíaca, por esse motivo a endoscopia é fundamental.

Nesse contexto, a Thermo Fisher Scientific, líder mundial em produtos e soluções cientificas, possui quatro exames específicos para auxiliar no diagnóstico de Doença Celíaca, sendo eles a antitransglutaminase (TtG) IgA e IgG e a antigliadina deamidada (DGP) IgA e IgG. Esses exames são usados tanto no momento do diagnóstico quanto para acompanhamento da doença.

Já em relação à disponibilidade dos testes na rede privada, eles estão presentes no rol da ANS, ou seja, são cobertos por todos os planos de saúde. No que se refere à rede pública, estão disponíveis em algumas regiões do Brasil. A Fenacelbra está trabalhando na atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca com o objetivo de melhorar o acesso ao diagnóstico e tratamento através do SUS.

É importante ressaltar que a falta de diagnóstico altera a qualidade de vida desse paciente, aumenta o absenteísmo e pode causar complicações graves e até mesmo fatais. A Doença Celíaca não tratada pode desencadear outras patologias autoimunes como artrite, psoríase e Hashimoto. Outras situações também estão estreitamente relacionadas à Celíaca, dentre elas podemos citar a Síndrome de Down e o Diabetes tipo 1.

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diagnóstico, doença celíaca, glúten, Thermo Fisher Scientific

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