Dores abdominais crônicas recorrentes e alterações no hábito intestinal com episódios de diarreia são queixas frequentes nos consultórios de clínicos e pediatras

No I Congresso Brasileiro de Doenças Inflamatórias (GEDIIB), que ocorreu em abril de 2018, foram apresentados os dados referentes às Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) no Brasil: as DII atingem 13,25 em cada 100 mil habitantes, sendo 53,83% de Doença de Crohn (DC) e 46,16% de Retocolite Ulcerativa (RCU).

Doença de Crohn (DC) é uma DII, descrita em 1932. O achado de granuloma no exame histológico deu o nome de doença granulomatosa intestinal. A etiologia é multifatorial. Uma redução da superfície absortiva na mucosa do intestino, resultante da extensa inflamação da doença, proporciona fezes volumosas com grande quantidade de gordura e má absorção de vitaminas. É uma doença que pode acometer qualquer porção do trato gastrointestinal (da boca ao ânus).

Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória do intestino grosso e se caracteriza por inflamação e ulceração da camada mais interna da mucosa intestinal. Os sintomas incluem diarreia, com ou sem sangramento retal, e frequentemente dor abdominal.

Dores abdominais crônicas recorrentes e alterações no hábito intestinal com episódios de diarreia são queixas frequentes nos consultórios de clínicos e pediatras.

O grande desafio é diferenciar quadros orgânicos (DC e RCU) de quadros funcionais (Síndrome do Intestino Irritável – SII). Além da dificuldade no monitoramento da atividade da doença dos portadores de DII.

Neste contexto, a dosagem de Calprotectina Fecal (CF) tem se mostrado um bom método tanto para a diferenciação entre quadros orgânicos de funcionais quanto no acompanhamento da atividade inflamatória das DII.

A CF é uma proteína ligadora de cálcio e zinco, presente nos granulócitos, e a quantidade nas fezes depende da migração de neutrófilos da parede intestinal inflamada para a mucosa. Além disso, sua estabilidade à temperatura ambiente e a sua resistência à degradação pelas enzimas proteolíticas do trato gastrointestinal fazem dela um bom marcador fecal de inflamação da mucosa intestinal.

A calprotectina pode ser encontrada nas fezes após sete dias de sua secreção na membrana da mucosa.

A colonoscopia é o exame de referência para a diferenciação de tais casos, mas é importante para o profissional um método não invasivo de monitoramento para orientar a terapêutica, já que as DII têm períodos de atividade intercalados com períodos de remissão.

Os exames não invasivos indiretos (PCR, dosagem de hemoglobina e contagem de leucócitos nas fezes), refletem uma resposta sistêmica, ou seja, quando alterados podem indicar muitas outras situações clínicas.

Portanto, o doseamento da CF pode ser extremamente útil no estabelecimento do diagnóstico, monitorização da atividade das doenças, na monitorização da resposta ao tratamento e na determinação do risco de recidiva.

O teste é imunocromatográfico, semiquantitativo e de interpretação visual

A ECO Diagnóstica possui a Calprotectina Semi-Quanti ECO Teste, teste imunocromatográfico, semiquantitativo, de interpretação visual, para determinação e monitorização das concentrações de calprotectina em amostras de fezes.

O teste fornece resultados pela concentração de calprotectina em três intervalos: <50, 50–200, e >200μg/g em apenas 10 minutos.

A terapêutica médica da DII consiste na diminuição da inflamação, tornando por isso, imprescindível a quantificação da inflamação ativa para aferição terapêutica.

A concentração de calprotectina nas fezes é aproximadamente seis vezes maior quando comparada aos seus níveis no plasma, isso reflete não só a existência da inflamação como a respectiva gravidade, ou seja, níveis elevados indicam que a doença está na fase ativa e quanto mais elevados estiverem mais grave é a inflamação.

Portanto, os valores de CF têm correlação proporcional ao grau de inflamação da mucosa intestinal, onde os resultados acima de 200 μg/g de fezes indicam doença inflamatória intestinal em atividade e apontam a necessidade de realização de testes adicionais como colonoscopia, já valores entre 50 e 200 μg/g podem indicar doenças orgânicas leves em fase de remissão e valores inferiores a 50 μg/g, está presente em pacientes com SII.

O kit possui todos os materiais necessários para a realização do teste, com tubo de coleta da amostra a prova de vazamentos para coleta fácil, higiênica e confiável.

Para mais informações: (31) 3653-2025 | [email protected].

Fontes:

Associação Mineira dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais.

Portal Coloproctologia.

Tags:

Calprotectina Fecal, doenças inflamatórias intestinais, ECO Diagnóstica, marcador fecal

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