Instrumento de alto custo foi doado por empresa americana de tecnologia. Cromatógrafo é específico para amostras complexas, de materiais como biocombustíveis, petróleo, ambientais etc.

O instrumento será usado pelos pesquisadores da universidade e seus parceiros, tendo como contrapartida a visibilidade que a empresa terá pelos estudos que utilizarem o aparelho

Foi instalado na última sexta-feira, 15, um equipamento de alto custo no Laboratório de Análises Cromatográficas (LAC) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O cromatógrafo a gás, raro no país, foi cedido à instituição pela empresa americana Agilent Technologies.

A colaboração se dá através de comodato, ou seja, uma cessão sem custos à UFS, com condições fixadas em contrato. O instrumento será usado pelos pesquisadores da universidade e seus parceiros, tendo como contrapartida a visibilidade que a empresa terá pelos estudos que utilizarem o aparelho.

Segundo a coordenadora do laboratório, Lisiane Freitas, o cromatógrafo é específico para amostras complexas, de materiais como biocombustíveis, petróleo, ambientais etc. “Ele tem uma alta sensibilidade e um alto poder de resolução”, afirma a pesquisadora. “A parte de dados que eu não conseguiria fazer em outros equipamentos, agora eu consigo através das características desse equipamento de ponta”, completa.

“A gente vai conseguir enxergar o que a gente não conseguiria com outros equipamentos. Então, ele vem a alavancar a pesquisa da instituição”, projeta a docente, que coordena também o grupo de pesquisa Cromac/UFS.

Um dos técnicos da Agilent responsáveis pela instalação, Celso Blatt, corrobora a avaliação de Lisiane. “Aqui [no LAC] têm bons instrumentos como o GCMS-5, GCMS-Triplo, por exemplo, que são instrumentos de entrada. E esse é um instrumento que a gente chama de ‘topo de linha’. Tem mais tecnologia, mais precisão de identificação de massa e resolução para identificar compostos muito parecidos”, descreve.

Colaboração

Segundo os representantes da Agilent, são raras unidades do cromatógrafo a gás no país. “Com essa tecnologia embarcada, tem este [do LAC/UFS], instalado e funcionando; outro na Polícia Federal [em Brasília], funcionando apenas parcialmente ainda; e em breve vamos começar a instalar outro no Rio de Janeiro [para a Petrobrás]”, diz Claiton Kuhn Verissimo, um dos representantes da empresa.

A conexão entre Agilent e UFS se deu graças a Elina Caramão, professora e pesquisadora da Universidade Tiradentes (Unit). Ela recebeu um contato da empresa há cerca de três anos, durante o Congresso Latinoamericano de Cromatografia, com a proposta de parceria através da cessão do equipamento.

Apesar de empolgada com as perspectivas que o aparelho apresentava, ela ponderou que o equipamento poderia ter melhor aproveitamento na UFS, onde há curso de Química, por exemplo — a Unit oferece biotecnologia, onde leciona Elina, química por formação.

“Comecei a formar a ideia de que os alunos daqui [UFS] teriam melhor utilização do equipamento. E essas instalações que vocês têm são excelentes, em melhor situação que as da Unit”, diz Elina. “Como eu já conhecia a Lisiane, já trabalhava com ela, conversamos sobre a possibilidade, e em dezembro do ano passado fizemos a mudança”, narra a pesquisadora, que foi orientadora de Lisiane no doutorado. “Está em boas mãos”, conclui.

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Agilent Technologies, Laboratório de Análises Cromatográficas (LAC) da Universidade Federal de Sergipe (UFS)

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