O objetivo do evento é promover o compartilhamento de novas soluções com instituições e equipes de cientistas em todo o país

O cenário da pandemia de Covid-19 no Brasil é marcado pelo descontrole. A transmissão do novo coronavírus tem ritmo acelerado, e o trabalho de mapeamento e sequenciamento genético do SARS-CoV-2 é insuficiente, o que gera ambiente mais que propício para o surgimento e a disseminação de variantes. Para ajudar a reduzir o problema, pesquisadores da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) desenvolvem alternativas para genotipagem e mapeamento mais rápidas, simples e baratas que o sequenciamento. Algumas dessas soluções serão apresentadas em evento na próxima sexta-feira, 26 de março, a partir das 9h.

Organizado pelo Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas) da UFMG e pela Rede Vírus, a conferência “Alternativas para detecção rápida de variantes e suas implicações para a epidemiologia do SARS-CoV-2” é aberta a todos os interessados e será transmitida pela internet, sem a necessidade de inscrição prévia.

O objetivo do evento é promover o compartilhamento de novas soluções com instituições e equipes de cientistas em todo o país. “As novas técnicas e protocolos são adaptáveis a diferentes condições e equipamentos, de incorporação simples à rotina dos laboratórios”, explica a professora Ana Paula Fernandes, uma das responsáveis pelo CT Vacinas da UFMG e coordenadora da Rede Vírus em Diagnóstico.

Segundo ela, os cientistas serão convidados a comunicar os dados gerados pela utilização das novas técnicas, o que vai possibilitar a avaliação da capacidade de detecção e mapeamento da circulação das variantes.

O encontro vai reunir nomes como Socorro Gross Galiano, da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), e Edison Durigon, da USP. Quatro pesquisadores da UFMG farão apresentações. Flávio Guimarães Fonseca, do Instituo de Ciências Biológicas e CTVacinas, vai falar sobre dados gerados pelo sequenciamento por Sanger em Minas Gerais; Renato Santana, também do ICB, vai tratar da detecção de variantes no Brasil por PCR em tempo real; Renan Pedra, outro colega de Instituto, fará explanação sobre amostragem e modelagem estatística para mapeamento de variantes; Ana Paula Fernandes, que é professora da Faculdade de Farmácia, vai abordar outros testes de diagnóstico desenvolvidos no âmbito da Rede Vírus.

Programação:

9h às 9h10 – Abertura – Rede Vírus – Marcelo Morales, da Secretaria de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do MCTI

9h15 às 9h30 – Importância do mapeamento de variantes para a vigilância epidemiológica do SARS-CoV-2 – Socorro Gross Galiano, da Organização Pan-Americana de Saúde

9h30 às 9h45 – Mapeamento de variantes de SARS-CoV-2 no Brasil – Fernando Spilki, da Universidade Feevale

9h45 às 10h – Sequenciamento de variantes por Sanger e dados gerados sobre disseminação de variantes, em São Paulo – Edison Durigon, da USP

10h às 10h15 – Dados gerados sobre variantes, empregando sequenciamento por Sanger, em Minas Gerais – Flávio Guimarães Fonseca, do CTVacinas e UFMG

10h15 às 10h30 – Detecção VOC circulando no Brasil por PCR em tempo real (rhAMP) – Renato Santana, do Departamento de Genética e Evolução do ICB

10h30 às 10h45 – Amostragem e modelagem estatística para mapeamento de variantes – Renan Pedra, do Departamento de Genética e Evolução do ICB

10h45 às 11h – Outros testes de diagnóstico desenvolvidos no âmbito da Rede Vírus – Ana Paula Fernandes, do CTVacinas e UFMG

11h às 11h15 – Discussão e encerramento

Tags:

covid-19, genotipagem, mapeamento

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