Causa de morte mais comum no Brasil, o Infarto Agudo do Miocárdio exige estratégias bem definidas para seu diagnóstico, e uma delas é a medição das enzimas CK Total e CK-MB

O diagnóstico do IAM depende, entre outros fatores, de uma estratégia bem definida de coleta e análise

As doenças cardiovasculares, principalmente o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), representam um expressivo problema para a saúde pública no país. De acordo com a base de dados do SUS de 2014, no Brasil, o IAM é a causa de morte mais comum, provocando cerca de 100 mil óbitos anuais. Essa taxa é uma das maiores do mundo e se equipara ao percentual de óbitos por doenças cardiovasculares da China e do Leste Europeu.

O conjunto de exames realizados no paciente com sintoma de dor torácica e suspeita de IAM é identificado como perfil cardíaco. O diagnóstico laboratorial de Infarto Agudo do Miocárdio foi melhorado com a introdução da dosagem quantitativa das enzimas plasmáticas desidrogenase lática (DHL), creatina quinase (CK) e creatina quinase MB (CKMB). Posteriormente, parâmetros como a mioglobina e troponinas foram desenvolvidos e incorporados na avaliação do IAM.

Devido aos custos elevados de exames como a CKMB massa, mioglobina e troponinas, parte significativa dos laboratórios não os implantam rotineiramente, sendo os testes CK e CKMB de baixo custo e amplamente adotados pelos laboratórios.

Estratégia bem definida

Segundo Ronan Martins, gerente de Pós-Venda da Labtest, é recomendada a medição das enzimas CK Total e CKMB em diferentes momentos (intervalos de horas). Esse monitoramento e ocorrência de alterações dos resultados auxiliam no diagnóstico do IAM. Martins explica que, após as primeiras horas de ocorrência do IAM, as atividades das enzimas se mantêm dentro dos intervalos de referência. Entretanto, após essa fase inicial, as atividades enzimáticas se elevam rapidamente com magnitude proporcional à extensão da necrose miocárdica.

“Estudos demonstram que o tempo mais provável para se encontrar a elevação das enzimas ocorre em mais ou menos dez horas”, explica Martins.

Diferenciais para o diagnóstico preciso

O diagnóstico do IAM depende, entre outros fatores, de uma estratégia bem definida de coleta e análise. Ou seja, quando são utilizadas estratégias apropriadas para obtenção de amostras nos tempos onde o valor preditivo dos testes é mais significativo, obtêm-se resultados de especificidade e sensibilidade clínicas de significativo valor diagnóstico.

Outro ponto a ser avaliado com atenção durante o diagnóstico do IAM são os métodos de ensaio para CK Total e CK-MB, os quais devem ser rastreáveis a método de referência. “Entre os produtos disponibilizados pela Labtest, as enzimas para medição de CK NAC Ref. 117 e CK-MB Ref. 118 são rastreáveis ao método de referência da IFCC (International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine). Além disso, os kits Labtest possuem calibrador incluído, promovendo a exatidão do resultado. Para monitorar a qualidade do sistema, também está disponível o controle específico Qualitrol CK Ref. 106. Esses são os diferenciais”, detalha Ronan Martins.

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diagnóstico laboratorial, enzimas CK Total e CKMB, infarto agudo do miocárdio, Labtest, perfil cardíaco

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