Universidade Federal de Uberlândia reúne pesquisadores de todo o Brasil que formaram uma rede de estudos em Nanobiotecnologia

Em 2007, o laboratório foi formalizado como integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia e sede da área de Teranóstica e Nanobiotecnologia, da qual fazem parte 101 países. Foto: Milton Santos 

Descobertas no diagnóstico de doenças infecciosas, câncer de próstata, câncer do colo uterino e até HPV. Essas são algumas das pesquisas realizadas no Laboratório de Nanobiotecnologia (Nanos), um local multiusuário integrado ao Instituto de Genética e Bioquímica (Ingeb) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Coordenado pelo professor Luiz Ricardo Goulart, pesquisador atuante na área de Genética e Biologia Molecular, o núcleo começou suas atividades em 1999. Desde então, pesquisadores de todo o Brasil formaram uma rede de estudos em Nanobiotecnologia.

Em 2007, o laboratório foi formalizado como integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) e sede da área de Teranóstica e Nanobiotecnologia – situada no Bloco 2E, no Campus Umuarama da UFU -, da qual fazem parte 101 países. Nesse laboratório são produzidos mais de 60 artigos por ano com o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O INCT é formado por 13 instituições federais e uma estadual. São 30 laboratórios e mais de 350 pesquisadores que produzem aproximadamente uma patente por mês.

Alunos de diversos lugares do Brasil fazem parte do laboratório de pesquisa. Ao todo, são 29 pós-graduações, além dos estudantes de iniciação científica que são de vários cursos como Medicina, Biomedicina, Biologia, Medicina Veterinária, Odontologia, Química e Física. O professor Luiz Goulart explica que, para compor a equipe, é necessário ter cursado disciplinas básicas como química, bioquímica e genética. Em seguida, os alunos entram como estagiários e permanecem quando demonstram “atitude científica”, assim recebem uma bolsa de iniciação científica e passam a ter a oportunidade de seguir carreira na área. “Têm pessoas aqui comigo que, há 13 anos, vi crescer como aluno de graduação até o nível de pós-graduação”, conta o professor.

No laboratório, são desenvolvidas tecnologias de última geração, como novos sensores e moléculas terapêuticas, com o intuito de sanar problemas de saúde humana. Pesquisas sobre câncer de mama, câncer de próstata, hanseníase (doença infecciosa), tuberculose e leishmaniose são algumas das doenças estudadas que foram motivo de prêmios nacionais e internacionais. O diagnóstico do câncer de próstata recebeu o prêmio nacional de melhor orientador em 2013. Já a do câncer do colo uterino recebeu o prêmio de inovação tecnológica de laboratório. Além disso, existem várias pesquisas que estão no mercado.

Em 2017, as premiações foram na área da parasitologia, com o melhor diagnóstico, e na área de hanseníase, com o melhor trabalho. O laboratório de Nanobiotecnologia atua em várias áreas do conhecimento, desenvolvendo plataformas tecnológicas para diversas doenças. O professor Luiz Goulart conta que o laboratório é um dos mais ativos na universidade, desempenhando um papel fundamental na formação de recursos humanos. “Já formei 136 alunos na área de pós graduação e mais ou menos 25 professores que hoje atuam na UFU”, afirma.

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diagnóstico de doenças infecciosas, Laboratório de Nanobiotecnologia (Nanos), Universidade Federal de Uberlândia

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