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A similaridade nas manifestações de muitas doenças infecciosas pode gerar dúvidas, especialmente para um diagnóstico clínico baseado nos sintomas do paciente. Celso Granato, Diretor Clínico do Grupo Fleury e Professor Adjunto da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), comenta sobre as abordagens clínicas e o papel dos testes nesse contexto, além da necessidade da difusão do conhecimento entre os médicos 

O médico infectologista Celso Granato

O raciocínio sindrômico é o meio usado de modo geral por clínicos e infectologistas para diagnosticar as doenças infecciosas com comportamento clínico semelhante. Isso significa que sinais e sintomas são agrupados em síndromes e depois é realizada a testagem para detecção do agente causador da infecção.

O médico infectologista, Celso Granato, explica que essa abordagem, além de ser mais efetiva para se chegar mais rapidamente a um diagnóstico, gera menos custos ao sistema de saúde. Como exemplo, o especialista cita os sintomas que acontecem em todas as hepatites, como náusea, enjoo, urina escura, fezes claras, que refletem um quadro de síndrome hepatítica: “Existem vários agentes infecciosos que causam essa mesma manifestação clínica além dos vírus das hepatites ABCDE. São os vírus que não estão necessariamente localizados no fígado, mas que causam ao longo da doença o comprometimento do órgão”, explica o especialista, citando o vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose, o citomegalovírus e bactérias como a leptospira, que causa um quadro hepatítico. “Cada uma dessas doenças têm um prognóstico e um tratamento diferente. É essencial para um clínico ou infectologista saber com o que está lidando para oferecer o tratamento específico e uma perspectiva do prognóstico”, aconselha.

Outro exemplo de aplicação da abordagem sindrômica são os quadros de meningite, quando podem aparecer sintomas como torpor, febre e náusea. Em casos assim, detectar o agente causador como sendo um vírus ou uma bactéria determina o aspecto da transmissão e o tratamento, com o uso de antibióticos ou não. “Não é diferente no quadro de Covid-19, que pode ser confundido com Influenza, vírus sincicial respiratório, rinovírus. É o mesmo raciocínio, que aqui vale para os quadros respiratórios”, explica o Dr. Granato.

Em seguimento à abordagem da síndrome, entra a tecnologia dos testes diagnósticos. O infectologista ressalta que 70% dos diagnósticos são baseados em algum dado laboratorial “Geralmente é utilizada a sorologia, mas há também o uso da biologia molecular em muitos casos, depende da situação”, pontua. “A avaliação de cada caso leva à escolha do melhor teste com foco nas doenças possíveis. Esse é um modo de economizar recursos focando no tratamento do paciente com mais velocidade também”, completa o médico.

O que determina um teste de qualidade?

A alta sensibilidade é um dos quesitos mais importantes para um teste seguro, de acordo com o Dr. Granato, pois é o que vai oferecer um resultado o mais confiável, mesmo que seja realizado dentro de uma suposta janela imunológica. A especificidade também é fundamental, principalmente para esclarecer as situações que podem ter mais de um agente causador.

O médico enfatiza que a rapidez e os custos precisam ser considerados na escolha dos melhores testes, mas com o entendimento de que conciliar todos esses requisitos é uma tarefa difícil, especialmente por conta do rápido progresso na área diagnóstica laboratorial e dos altos investimentos realizados para oferecer produtos de qualidade: “Tivemos que esperar quatro anos para a primeira sorologia para HIV. Hoje, conseguimos uma sorologia muito confiável para o vírus SARS-CoV-2 em um ano e meio de desenvolvimento”. E os exemplos nesse sentido se estendem à coleta de amostras para detecção do vírus do HIV por saliva, testes rápidos para Hepatite B, Hepatite C, entre outros.

Educação médica

Com todos os avanços, os aprendizados são diários e caminham em paralelo aos desafios, como o de encontrar meios para difundir o conhecimento entre a classe médica, tanto apresentando as tecnologias diagnósticas disponíveis, como ensinando as melhores interpretações de cada teste.

A Universidade Fleury tem atuado fortemente na educação médica, ofertando em média de três a quatro aulas semanais. O Dr. Celso Granato comenta que hoje há mais de 500 mil médicos no Brasil, muitos sem estarem ligados à uma universidade ou que já se formaram há anos: “O Fleury está comprometido a levar essa informação didática que vai impactar o paciente. Fazer um bom teste e bem indicado, dá credibilidade à comunidade médica”, comenta.

Recentemente, em lembrança ao dia mundial da luta contra as hepatites virais, que aconteceu no mês de julho, os especialistas do Grupo abordaram o uso e a importância do teste quantitativo de HBsAg, mostrando a sua efetividade no tratamento da infecção. “Especialmente nesse momento de pandemia de Covid-19, há muitos testes surgindo, estamos tendo um grande aprendizado. Os cientistas precisam estar sempre à frente, já que estamos lidando com vírus, seres vivos que se mutam para não serem extintos”, lembra o infectologista.

Programa Global de Vigilância em Doenças Infecciosas Virais “Surveillance Program”

A Abbott, comprometida com os cuidados em saúde, tem uma ampla atuação no desenvolvimento de tecnologia de ponta e em educação. Em 1985, teve o primeiro teste licenciado pela U.S. Food and Drug Administration (FDA) para identificar o vírus do HIV no sangue¹.

Em 1994, a companhia formou um grupo de cientistas e pesquisadores para conduzir o Programa Global de Vigilância em Doenças Infecciosas Virais, conhecido também como “Surveillance Program”. Desde então, esse time se mantém em alerta para doenças virais que surgem pelo mundo a partir do monitoramento constante de cepas em evolução ou novas cepas.

Referência:

¹ https://www.abbottbrasil.com.br/sobre-a-abbott/nossa-heranca.html Acessado em agosto de 2021.

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Tags:

Abbott, Celso Granato, raciocínio sindrômico, testes diagnósticos

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