O papilomavírus humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comum no Brasil e no mundo. Estima-se que 50% dos homens e mulheres sexualmente ativos vão adquirir algum tipo de HPV durante a vida. Este vírus é o principal responsável pelo câncer de colo de útero, o segundo tipo de câncer mais incidente no Brasil.

A infecção pelo HPV também está associada a outras condições clínicas, que variam de infecções assintomáticas a doenças benignas e malignas da mucosa genital, como as verrugas genitais e a neoplasia intraepitelial cervical.

Atualmente, mais de 150 tipos são reconhecidos, e a importância clínica disso deve-se ao fato de que tipos diferentes têm sítios de infecção distintos, podendo ser, assim, separados em vírus cutâneos e mucosotrópicos. E cada tipo viral apresenta maior ou menor potencial oncogênico. Os chamados tipos de baixo risco (6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81 e 89) causam lesões benignas, desde as clássicas verrugas genitais ou condilomas até neoplasias intraepiteliais do colo uterino, sendo neste caso, habitualmente de baixo grau (lesões displásicas de baixo e alto grau). Os chamados tipos de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68, 73 e 82) causam lesões neoplásicas que em alguns casos podem ser associados com câncer de colo uterino, câncer de cabeça e pescoço, câncer de pênis e anus.

A importância da biologia molecular no rastreamento do HPV

A biologia molecular identifica a presença do vírus mesmo em pacientes assintomáticos, e classifica-os como alto e baixo risco, o que não é possível com as outras ferramentas diagnósticas. São, por isso, úteis na identificação de mulheres com potencial para desenvolvimento de lesões pré‑cancerosas, auxiliando no combate ao câncer, e utilizadas como métodos complementares na tomada de decisão sobre o acompanhamento e tratamento dessas pacientes.

Todavia, apesar dos avanços, o câncer de colo do útero continua a ser uma das principais causas de óbito em mulheres em todo o mundo. Por isso o diagnóstico precoce é potencialmente útil para a detecção da infecção por HPV, monitorização da persistência da infecção após tratamento e como preditores de potencial cancerígeno ao permitir a identificação do tipo de HPV.

Webinar

Para debater o assunto, a Mobius Life Science promove webinar gratuito com o tema: O rastreamento do HPV por biologia molecular e a sua relevância na prática clínica. O evento acontece no dia 30 de julho, quinta-feira, às 16h.

O convidado será Dr. Newton Sérgio de Carvalho, professor Titular de Ginecologia da Universidade Federal do Paraná, Professor Titular do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Professor orientador dos cursos de Pós-Graduação em Tocoginecologia e da Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde da UFPR, Coordenador do Setor de Infecções em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Clínicas da UFPR.

Serviço:

Webinar: O rastreamento do HPV por biologia molecular e a sua relevância na prática clínica
Data: 30 de julho, quinta-feira, 16h
Convidado: Dr. Newton Sérgio de Carvalho
Clique aqui para fazer sua inscrição

Tags:

biologia molecular, câncer de colo de útero, Mobius Life Science, papilomavírus humano (HPV)

Compartilhe: