Prêmio, cujo resultado foi divulgado no XV Fórum Internacional de Sepse, visa estimular jovens profissionais que atuam em questões de saúde pública

Pedro Leme Silva, Professor Adjunto do Laboratório de Investigação Pulmonar do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho

O pesquisador contemplado com o Prêmio Jovem Pesquisador ILAS – Instituto Mérieux 2018 foi Pedro Leme Silva, Professor Adjunto do Laboratório de Investigação Pulmonar do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (RJ) e que realiza pesquisa básica e translacional sobre sepse.

O anúncio foi feito na abertura do congresso do XV Fórum Internacional de Sepse, realizado em São Paulo, nos dias 31 de maio e 1º de junho de 2018.

Conforme o regulamento, uma instituição receberá o prêmio, no valor de € 10.000 (dez mil euros), e será responsável pela utilização adequada do recurso para a pesquisa do especialista. Neste caso, a verba será administrada pela Fundação Educacional Ciência e Desenvolvimento (FECD), entidade privada sem fins lucrativos, vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, que apoia a realização de projetos científicos, dentre outros.

O Instituto Mérieux, do qual faz parte a bioMérieux, empresa francesa líder mundial em diagnóstico in vitro, tem um compromisso de longa data com a prevenção, diagnóstico e tratamento da sepse, considerada um dos mais relevantes problemas globais de saúde pública.

Entre os seus esforços está o incentivo a jovens pesquisadores ou clínicos que atuam em questões relacionadas a doenças infecciosas e resistência antimicrobiana em todo o mundo. Com este objetivo, o Instituto Mérieux e o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) uniram-se para criar o Prêmio Jovem Pesquisador Sepse, voltado a profissionais de saúde da América do Sul e Central, com envolvimento e contribuição significativos na pesquisa da sepse e/ou gestão de pacientes com impacto nacional.

Segundo Pedro Leme Silva, o prêmio ganha ainda mais importância pelo momento atual, em razão de uma série de cortes no orçamento de pesquisa das instituições. “Trata-se de um valor significativo, que vai possibilitar continuarmos com os estudos em andamento e até propiciar análises adicionais, que vão ampliar o impacto da pesquisa”, afirmou.

“A sepse é um problema real para nós, no Brasil. Na Europa também é, porém eles têm outras preocupações. Para o nosso cotidiano, quando aprimoramos mais a parte básica e de pesquisa, o ganho é muito maior. A sepse é uma causa de morte ‘escondida’, pois muitas vezes havia um quadro de infecção generalizada correndo que não foi diagnosticado adequadamente e a tempo”, completa.

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bioMérieux, Pedro Leme Silva, Prêmio Jovem Pesquisador ILAS – Instituto Mérieux 2018, sepse

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