Estudo foi conduzido no Laboratório de Toxicologia da Faculdade de Farmácia

Apesar da presença registrada em todos os itens testados, estatisticamente não houve diferença entre os níveis dos batons convencionais, naturais, veganos e orgânicos

Estudo desenvolvido no Laboratório de Toxicologia e Análises Clínicas da Faculdade de Farmácia da UFMG buscou quantificar níveis de chumbo em batons naturais, orgânicos e veganos. Pequenas quantidades de chumbo foram identificadas em todas as classes do cosmético.

O objeto de pesquisa surgiu a partir de uma demanda externa, a partir da qual as cientistas adaptaram métodos já conhecidos em busca do chumbo em diferentes tipos de batons, considerando especialmente a inclusão recente de produtos de novas classes no mercado de cosméticos. Apesar da presença registrada em todos os itens testados, estatisticamente não houve diferença entre os níveis dos batons convencionais, naturais, veganos e orgânicos.

Como ainda não há legislação específica para o tema, a pesquisa não estabelece a necessidade de diminuição dos níveis de metais nos produtos testados. O chumbo é tóxico, porém em pequenas quantidades não traz riscos à saúde, de acordo com as pesquisadoras da UFMG. Dessa forma, não há necessidade de se parar de utilizar batons. As cientistas, porém, alertam que é importante evitar a ingestão dos batons, pois o acúmulo do metal no organismo é prejudicial.

O principal objetivo da pesquisa, entretanto, tornou-se o de definir uma legislação referente à presença de metais pesados nos cosméticos, ainda inexistente no Brasil.

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batons, Laboratório de Toxicologia e Análises Clínicas da Faculdade de Farmácia da UFMG, níveis de chumbo

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