Pesquisadoras da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Federal de Alagoas são as ganhadoras

A Sociedade Americana de Química (ACS, sigla em inglês) e a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) promovem nesta terça-feira (23/11) o 4º Prêmio Mulheres Brasileiras na Química e Ciências Relacionadas, que destaca a diversidade e a inclusão da mulher na pesquisa e na indústria.

As vencedoras são Nubia Boechat, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Rafaela Salgado Ferreira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e Marília Oliveira Fonseca Goulart, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

A cerimônia virtual contará com Daniela Manique, presidente da Rhodia (Grupo Solvay) na América Latina. Ela irá falar sobre a atuação das mulheres cientistas no Brasil e no mundo, e de sua crescente participação na indústria e nos campos da química.

O Prêmio Mulheres Brasileiras na Química tem o objetivo de promover a igualdade de gênero em ciência, tecnologia, engenharia e matemática no país e de avançar na compreensão do impacto da diversidade na pesquisa científica.

O evento desta terça-feira começará às 17h, durante cerimônia virtual na 44ª Reunião Anual da SBQ. Para participar, basta se inscrever neste link.

“É uma grande honra assistir à crescente aceitação e reconhecimento do prêmio no Brasil, com um número maior de inscritos a cada ano. Isso demonstra a importância desta premiação para as mulheres na comunidade científica e reforça o compromisso da ACS em promover as contribuições das mulheres cientistas no país”, afirma Denise Ferreira, gerente nacional do CAS (uma divisão da ACS) para o Brasil.

“Esta é a quarta edição do Prêmio Mulheres Brasileiras na Química, e estou orgulhosa que em poucos anos essa iniciativa rapidamente se tornou uma verdadeira celebração da química brasileira”, diz Bibiana Campos Seijo, editora-chefe e vice-presidente da C&EN e presidente do C&EN Media Group. “Esta parceria entre a ACS e a SBQ não para de crescer, e este ano recebemos um número recorde de nomeações vindas de todo o país e representando todas as disciplinas dentro da área da química”.

Cada vencedora receberá de US$ 2 mil (cerca de R$ 11 mil) em dinheiro, um SciFinder ID válido por três anos, assinatura gratuita da ACS por três anos e um certificado de prêmio e troféu.

As vencedoras do 4º Prêmio Mulheres Brasileiras na Química

Nubia Boechat – Fundação Oswaldo cruz (Fiocruz) – Vencedora na categoria Líder na Indústria. Este prêmio reconhece a profissional que trabalha na indústria química cujas pesquisas e inovações criativas levaram a descobertas que contribuíram para o sucesso comercial e para o bem da comunidade e da sociedade. Boechat é vice-diretora de educação, pesquisa e inovação da Fiocruz, onde coordena projetos estratégicos de novos medicamentos para o tratamento de doenças como leucemia e Aids. Ela também está envolvida na criação do Centro Nacional de Referência para Síntese de Drogas da Fiocruz.

Rafaela Salgado Ferreira – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Vencedora na categoria Líder Emergente. Este prêmio reconhece as realizações de uma jovem cientista química ou empresária de destaque. Ela está sendo homenageada por sua pesquisa para o desenvolvimento de medicamentos. Rafaela tem contribuído para a descoberta de novas classes de inibidores enzimáticos como potenciais tratamentos para doenças parasitárias e infecções virais, o desenvolvimento de ferramentas computacionais para o planejamento de medicamentos e a validação e caracterização de alvos terapêuticos.

Marília Oliveira Fonseca Goulart – Universidade Federal de Alagoas (UFAL) – Vencedora na categoria Líder Acadêmica. Este prêmio reconhece uma acadêmica que fez contribuição importante para o impacto global e social na pesquisa científica em química. Seu trabalho abrange áreas como mecanismos de compostos biologicamente ativos, sensores químicos, biomarcadores de estresse oxidativo e produtos naturais.

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4º Prêmio Mulheres Brasileiras na Química e Ciências Relacionadas

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