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A troponina cardíaca (cTn) é o biomarcador mais adequado para o diagnóstico de IAM, com base na sensibilidade e especificidade miocárdica

As dores no peito, o desconforto no estômago e dor no braço esquerdo são alguns dos diferentes sinais do infarto agudo do miocárdio (IAM). A dor do IAM se deve à redução de fluxo sanguíneo ocasionado pelo estreitamento ou obstrução de uma artéria do coração, impedindo que o oxigênio chegue em quantidade adequada para as células cardíacas. Esse estreitamento se dá pelo acúmulo de gordura dentro da artéria (aterosclerose). Quando a placa de gordura cresce, ao longo da artéria, é produzida uma área rugosa na parte lisa, formando coágulo de sangue, bloqueando o fluxo e levando a graves complicações de saúde, como derrame e ataque cardíaco (infarto)¹,².

O infarto agudo do miocárdio é a primeira causa de mortes no país, de acordo com a base de dados do DATASUS, do Ministério da Saúde, que registra cerca de 100 mil óbitos anuais devido à doença5. A Sociedade Brasileira de Cardiologia cita que as doenças cardiovasculares representam a principal causa de mortes no Brasil, responsáveis por mais de 30% dos óbitos registrados. São mais de mil mortes por dia, cerca de 43 por hora, uma morte a cada 90 segundos4.

O diagnóstico de IAM, baseado somente em critérios clínicos e eletrocardiográficos, pode ser difícil quando o paciente é admitido à sala de emergência. Apenas uma parte dos pacientes com IAM que chegam à emergência apresentam supradesnivelamento do segmento ST, sendo possível nesses casos estabelecer o diagnóstico de imediato. Nos demais pacientes ocorrem alterações não diagnósticas, como bloqueio de ramo esquerdo, inversão de onda T, infradesnivelamento de segmento ST ou mesmo eletrocardiograma (ECG) normal. Para este grupo de pacientes, as medidas de troponina no soro são essenciais na confirmação ou exclusão de infarto.

A troponina cardíaca (cTn) é o biomarcador mais adequado para o diagnóstico de IAM, com base na sensibilidade e especificidade miocárdica. A necrose é definida por uma elevação ou uma queda significativa (mudança seriada) da troponina cardíaca medida entre a admissão do paciente, tempo zero (0) seguido por medidas após 1h ou 6h; 2h ou 6h e 3h ou 6h, dependendo do ensaio de troponina utilizado.

Os ensaios de troponina podem ser classificadas como de alta sensibilidade (hs-cTn) e contemporânea (cTn). Em 2007 a redefinição do IAM especifica o nível de decisão (percentil 99) e recomenda que seja medido com um coeficiente de variação igual ou menor a 10%3. Com a melhoria do desempenho dos ensaios de troponina quanto à sensibilidade e precisão diagnóstica para a detecção de infarto agudo do miocárdio, o intervalo de tempo pode ser reduzido entre a primeira e a segunda medição de troponina cardíaca. Isso pode diminuir, significativamente, o atraso do diagnóstico, reduzindo também o tempo de hospitalização no departamento de emergência e, consequentemente, os custos4.

Em 2018, a Quarta Definição Universal do IM através do Documento do Consenso de Especialistas (ESC/ACC/AHA/WHF) propôs algumas definições sobre o uso dos ensaios hs-cTn para a diferenciação da lesão do miocárdio devido ao infarto do miocárdio isquêmico e da lesão do miocárdio por condições não isquêmicas, entendendo que ambos podem elevar concentrações de cTn. A lesão não isquêmica do miocárdio pode ter origem cardíaca, como a miocardite, ou não cardíaca, como a insuficiência renal. O documento de 2018 também destaca considerações para rápida exclusão ou confirmação do diagnóstico de IM e lesão do miocárdio3,4,5.

Em comparação com os ensaios de troponina cardíaca contemporânea (aceitáveis ​​pelas diretrizes), os ensaios de alta sensibilidade devem ser capazes de:

– Ter maior valor preditivo negativo para IAM

– Reduzir o intervalo “cego da troponina”, levando à detecção precoce do IAM

– Aplicar os algoritmos de 0/1, 0/2 ou 0/3 horas

– Medir valores relativamente baixos e documentar pequenos aumentos acima do limite superior (99p)

– As troponinas cardíacas são marcadores de necrose miocárdica e não apenas IAM e

– Elevações da troponina cardíaca fora de um contexto isquêmico não devem ser percebidas como “falso positivo”; elas refletem níveis de necrose miocárdica e apresentam alto valor prognóstico para morbimortalidade

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Referências:

1. http://www.cardiometro.com.br/

2. http://www.saude.gov.br/

3. Roffi M, et al./Task Force. Eur Heart J. 2015;37:267-315.

4. European Heart Journal (2018) 00, 1–33 EXPERT CONSENSUS DOCUMENT Circulation. 2018;138:00–00. DOI:10.1161/CIR.0000000000000617

5. IFCC. The IFCC Task Force on Clinical Applications of Cardiac Biomarkers [internet]. Milan: IFCC: 2014 Jul 22 [cited 2019 Jan 7]. Available from: http://www.ifc.org/ifcc-news/news-archive-2014-07-22-tfcb-documents

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infarto agudo do miocárdio, troponina cardíaca (cTn)

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