Em 1958, uma pesquisa da Universidade de Marburg, na Alemanha, se transformaria em um divisor de águas no trabalho de técnicos de laboratórios, com a produção da primeira pipeta

Hoje em dia, fazer um exame laboratorial, como o de sangue, parece ser a coisa mais simples do mundo. De fato, é. Basta chegar ao local de coleta com o encaminhamento médico, que em poucos dias – em alguns casos, horas – eles já estão prontos e com um diagnóstico definido. Mas nem sempre foi assim.

Acredita-se que a avaliação de urina foi o primeiro exame de diagnóstico laboratorial. O teste, feito pelos médicos sumérios e babilônios, foi documentado em placas de argila que datam de 4000 a.C. No entanto, as análises em laboratórios estavam restritas às substâncias que eram naturalmente eliminadas pelo corpo. Em meados de 1900, métodos enzimáticos para glicose em papel filtro foram desenvolvidos e se tornaram amplamente utilizados para teste de urina e sangue. Mas, mesmo com o avanço da ciência, a análise de um exame era demorada e, muitas vezes, sem resultados precisos.

No início da segunda metade do século 20, até mesmo um técnico habilidoso encontrava dificuldades e estava sujeito a erros de aferição de amostras, bem como no cálculo e na digitalização dos resultados. Isso porque os métodos de medição, com buretas ou provetas e através de pesagem, eram considerados imprecisos, não práticos e passíveis de contaminação.

Surge a primeira micropipeta

Em 1958, uma pesquisa da Universidade de Marburg, na Alemanha, se transformaria em um divisor de águas no trabalho de técnicos de laboratórios, com a produção da primeira pipeta. Desenvolvida pelo Dr. Heinrich Schnitger, as micropipetas com pistão surgiram justamente para solucionar o problema de imprecisão nos métodos de medição.

Três anos depois, em 1961, diante do desafio de criar uma forma de medição rápida, prática e precisa de microvolumes, os fundadores da Eppendorf, Dr Henrich Netheler e o Dr. Hans Hinz, criaram um grupo na Universidade de Hamburgo, onde o “Sistema Ponteira Pipeta” passou a ser produzido pela empresa. Em uma Europa ainda devastada pela Segunda Guerra Mundial, este foi o ápice de uma série de experimentos essenciais para o desenvolvimento da ciência dentro e fora dos laboratórios.

“A Eppendorf tem uma participação importante não só em laboratórios, como também na história mundial, quando o Dr. Netheler e Dr. Hinz passaram a construir equipamentos para ajudar pacientes e reconstruir o país no período pós-guerra. O primeiro deles foi um eletroestimulador para tratamento de músculos e danos nos nervos. O grupo ganhou cada vez mais confiabilidade e vários outros dispositivos foram criados, como o primeiro termômetro elétrico para febre, até chegarmos à nossa pioneira pipeta de pistão”, destaca Ariane Camacho, especialista de produtos da Eppendorf para a América Latina.

Hoje em dia, é difícil imaginar o trabalho de um técnico, pesquisador ou analista de laboratório sem o uso das pipetas.

Mas, o que são pipetas?

A pipeta é um instrumento de medição de uso diário nos laboratórios, que garante a qualidade dos resultados das análises com aferições exatas de volumes, que são passados de um recipiente a outro. Sem ela seria inviável realizar os processos de análise devido aos volumes de reagentes e de amostra envolvidos.

Os tipos de pipetas

Existem, basicamente, dois tipos de pipetas: a com deslocamento de ar e a de deslocamento positivo, sendo que a primeira é a mais usada nos laboratórios

Existem, basicamente, dois tipos de pipetas: a com deslocamento de ar e a de deslocamento positivo, sendo que a primeira é a mais usada nos laboratórios. O sistema de funcionamento é simples e funciona da seguinte forma: o pistão expulsa o ar da câmara e, em seguida, após mergulhar a ponteira no líquido, ele sobe, impondo uma pressão negativa que faz o líquido também subir na ponteira. O cálculo do volume é feito por gravimetria (que é estabelecida através da densidade e força de pressão). Já as pipetas de deslocamento positivo não têm a camada de ar entre o pistão e a amostra. Neste caso, as ponteiras contêm um pistão descartável que regula a subida do líquido, similar a uma seringa.

Sessenta anos após o pioneirismo, a Eppendorf segue como grande referência no mercado das pipetas, seja entre os profissionais de laboratórios ou entre estudantes da área biomédica, que veem o equipamento da empresa como “sonho de consumo”, tendo em vista sua qualidade e referência. Ariane Camacho celebra:

“Sem dúvidas, possuir uma pipeta Eppendorf é ter status, um elemento “premium” dentro do laboratório. Os alunos e profissionais ficam encantados não apenas com o design, qualidade e ergonomia de nossas pipetas de rotina, como também com as diferentes funções das pipetas eletrônicas, sendo que uma analista do mercado diagnóstico até se referiu à nossa E3X, dispensador de deslocamento positivo, como sendo algo mágico. Ficamos muito felizes em ver a satisfação estampada no rosto de nossos clientes.”

Pipetas disponíveis no mercado

Para aplicações de rotina, a Eppendorf possui as conhecidas Research plus e Reference 2, ambas de deslocamento de ar para aplicação em soluções aquosas. Há uma importante escala na pipeta que pode ser mudada, caso um liquido com densidade diferente da água seja manipulado.

Para líquidos difíceis de manipular como viscosos, soluções com alta pressão de vapor, espumantes e líquidos infecciosos, existe a E3X, dispensador de deslocamento positivo com várias funções importantes, como dispensação sequencial para realização de curva padrão. As pipetas eletrônicas economizam tempo e garantem uma velocidade constante de pipetagem.

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Eppendorf, pipeta

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