De acordo com uma pesquisa contratada pela Erba Mannheim, o Brasil representa 55% do mercado latino-americano e deve atingir 2,5 bilhões de dólares este ano. Até 2029, a previsão é que esse valor deva chegar a 4,36 bilhões de dólares

Alastair McLeod, VP de marketing da Erba Global e Tarcísio Vilhena, General Manager da Erba Brasil durante a Feira Hospitalar 2022. Foto: Fábio Chialastri 

Após grande parte dos laboratórios de análises clínicas se verem sobrecarregados durante a fase mais crítica da pandemia de Covid-19 no Brasil, agora é hora do segmento voltar a investir em infraestrutura e tecnologia. É essa a aposta da multinacional Erba Mannheim, que oferece soluções em automação laboratorial em mais de 130 países, incluindo o Brasil desde 2019. Recentemente, a empresa apresentou seus planos de expansão aos clientes durante a Feira Hospitalar 2022 (de 17 e a 20 de maio), e anunciou novidades em equipamentos de diagnóstico in vitro (IVD) que devem movimentar o mercado.

Segundo Tarcísio Vilhena, General Manager da Erba Brasil, desde que começou a operar no Brasil, a Erba mais que dobrou de tamanho, mas pretende crescer ainda mais para levar seu atual portfólio de soluções em Bioquímica, Hematologia, Coagulação, Urinálise e Eletrólitos para laboratórios ambulatoriais e hospitalares de todos os portes da rede pública e privada. “Dentre as alternativas de investimento em infraestrutura, estamos avaliando a possibilidade de instalar uma planta no Aeroporto Industrial para otimizar a logística dos nossos produtos e ofertar maior agilidade aos nossos clientes. A proposta é uma das alternativas para ampliar a operação da Erba em todo o Brasil, que acreditamos ser um mercado de grande potencial. Estamos avaliando também a possibilidade de fabricação própria no Brasil, a fim de dinamizarmos a oferta de nossos produtos de forma mais segura e rentável a todos os nossos clientes”, explica.

O investimento no Brasil é justificado por pesquisas de mercado, como as apresentadas pelo vice-presidente global de marketing do Grupo Erba, Alastair McLeod, durante a Hospitalar. “De acordo com uma pesquisa que contratamos recentemente, o Brasil representa 55% do mercado latino-americano e deve atingir 2,5 bilhões de dólares este ano. Até 2029, a previsão é que esse valor deva chegar a 4,36 bilhões de dólares. Diante desse cenário, a Erba Mannheim está decidida a ampliar seus investimentos em infraestrutura para consolidar nossa operação em todo o Brasil”.

Uma das apostas da companhia para levar mais tecnologia aos laboratórios brasileiros é o Sistema Dedicado, que eleva a qualidade dos exames, aumenta a produtividade dos laboratórios e, hoje, está limitado apenas aos laboratórios de maior porte, atendidos pelas grandes multinacionais. A tecnologia, que consiste em ofertar reagentes totalmente integrados ao software dos equipamentos e do sistema LIS dos laboratórios e vem impactando profundamente os laboratórios. “As vantagens são inúmeras, mas as principais são os ganhos de produtividade, reduções de custos e de aumento da qualidade assegurada nos testes. Nosso propósito é tornar essa tecnologia acessível para todos”, finaliza Tarcísio.

Novidades em produtos

Para 2022, a Erba apresentará como principal novidade o analisador de Bioquímica XL 640 Plus. Esse instrumento vem equipado com o carregamento de amostras por meio de racks em esteira contínua, ao invés do tradicional carrossel fixo, usual em equipamentos deste porte. Como resultado, a execução dos exames torna-se mais ágil e produtiva. A Erba será uma das únicas no mercado a oferecer esse nível de automação em um equipamento desse porte. Já o analisador de íons EC90 traz como novidade a dosagem de eletrólitos por biossensor, livre de manutenção.

Tags:

automação laboratorial, diagnóstico in vitro (IVD), Erba Mannheim

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