Com o teste intitulado RT-qPCR de Inferência pode-se realizar a vigilância dos padrões de dispersão e evolução do vírus durante a pandemia em curso e o possível impacto na epidemiologia da Covid-19. Foto: Karla Lobato ASCOM/SES

A tecnologia utilizada no Laboratório Central de Santa Catarina (Lacen/SC) para detecção da variante Ômicron está ajudando no monitoramento das variantes que circulam no estado. O método vem sendo utilizado desde a identificação dos primeiros casos da variante Delta em Santa Catarina. Com o teste intitulado RT-qPCR de Inferência pode-se realizar a vigilância dos padrões de dispersão e evolução do vírus durante a pandemia em curso e o possível impacto na epidemiologia da Covid-19.

A RT-qPCR de Inferência é um teste realizado em amostras com resultado positivo para SARS-CoV-2 que possibilita uma triagem de perfis das variantes de preocupação (VOC) por meio de presença ou ausência de deleções (mutações) em alguns pontos do material genético viral. Serve como indicativo de suspeita dessas variantes, que em caso de probabilidade positiva são encaminhados para sequenciamento genômico para que seja realizada a confirmação.

A Chefe de Divisão de Biologia Molecular do Lacen/SC, Sandra Bianchini explica como funciona a técnica, desenvolvida pelo Instituto Biomanguinhos e Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo, ambos da Fiocruz. “Os testes estão sendo feitos com todas as amostras positivas com carga viral adequadas, de média a alta quantificação viral. É um teste quadriplex, pois consegue detectar se a variante Ômicron tem as duas variações que a identificam, consegue confirmar se realmente é um SARS-CoV-2 positivo e se tem um gene endógeno, servindo de controle o que garante ser um gene humano. Então é bem seguro. Até porque com a Delta, após o sequenciamento na Fiocruz, tivemos confirmação de 98,8% dos casos”.

O Lacen/SC recebeu do Ministério da Saúde 5 mil testes de inferência para serem usados com amostras escolhidas aleatoriamente ou com história clínica epidemiológica informada com o objetivo de fazer uma triagem detectando rapidamente a suspeita da variante.

“Todas as amostras que passaram pela RT-qPCR de Inferência são enviadas para sequenciamento na Fiocruz, pois ele é um teste preliminar. Mas em três ou quatro dias, com esse teste, conseguimos saber se temos um possível caso de variante de preocupação no estado, conseguindo analisar o cenário genômico do estado”, informa a diretora geral do Lacen, Marlei Pickler Debiasi dos Anjos.

Além disso, a partir de 2022, o Lacen/SC fará o sequenciamento das suas amostras. “Santa Catarina ganhou um aparelho sequenciador de última geração para examinar as amostras e não será mais preciso enviá-las para Fiocruz. O treinamento aos profissionais será no dia 24 de janeiro”, comemora Marlei.

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covid-19, Lacen/SC, RT-qPCR de Inferência, variante Ômicron

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