O exame sorológico que detecta a presença de anticorpos neutralizantes, produzidos contra o SARS-CoV-2, é indicado a partir do 10º dia de sintomas e pode ser feito 30 dias após a segunda dose da vacina contra a Covid-19

Teste informa se o paciente já teve algum contato com o coronavírus e se ele desenvolveu uma resposta imunológica ao SARS-CoV-2

Desde que os primeiros casos de Covid-19 foram registrados no Brasil, o Grupo Sabin desenvolveu uma série de medidas de enfrentamento de impactos positivos na batalha contra a doença de norte a sul do País.

A empresa foi uma das pioneiras a oferecer à população os testes para detecção do vírus e hoje, mais de um ano depois, segue investindo fortemente na inovação dos seus métodos e processos para que seus mais de 5.7 milhões de clientes tenham acesso ao que há de mais inovador em saúde. Propósito que inspirou a equipe de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Sabin a validar o exame sorológico que detecta a presença de anticorpos neutralizantes no organismo. “É este teste que informa se o paciente já teve algum contato com o coronavírus e se ele desenvolveu uma resposta imunológica ao SARS-CoV-2”, explica o médico e diretor técnico do Grupo Sabin, Dr. Rafael Jácomo.

Desenvolvido para ajudar a compreender melhor a relação entre imunidade e a presença de anticorpos, o exame é indicado também para quem já tomou vacina contra a Covid-19. “Atualmente, há testagem para as mais diferentes estratégias de identificação da resposta imune, que varia de acordo com o tipo de vacina aplicada. Os estudos apontam diferença na produção dos anticorpos de pacientes que receberam as Coronavac e a Covaxin (que são produzidas com o vírus integralmente) e dos vacinados com AstraZeneca, Pfizer e Moderna (que induzem a produção da proteína S do vírus). Por isso, é importante observar que o teste de anticorpos após a vacinação deve ser avaliado individualmente, porque um teste negativo não pode ser interpretado como falha de imunidade”, explica o especialista.

Dr. Rafael Jácomo, diretor técnico do Grupo Sabin

Aprovado pela Anvisa e indicada pelo FDA (Food and Drug Administration), o exame deve ser realizado a partir do 10º dia de sintomas e o paciente que já tomou vacina contra a Covid-19 deve aguardar 30 dias após a segunda dose, para garantir mais precisão do resultado. Feito a partir da coleta de uma amostra de sangue, o teste não é um diagnóstico de doença. “É importante esclarecer que este exame não analisa a presença do vírus no paciente, como nos testes padrões, o RT-PCR e o sorológico. Ele indica a quantidade e a qualidade da resposta do organismo para se defender contra o SARS-CoV-2. Esses indicativos nos permitem entender com mais precisão a reação do organismo do paciente que teve contato com o SARS-CoV-2. Outro fator relevante é que não há como identificar o tempo em que essa resposta, se gerada, ficará ativa no indivíduo”, informa.

Para fazer o exame, não é preciso apresentar pedido médico e nem é necessário jejum ou algum preparo especial. O resultado pode ser acessado em até quatro dias úteis e vai apontar o percentual de inibição do vírus ao teste de neutralização viral. Se o resultado for menor que 20%, por exemplo, quer dizer que não foi detectado anticorpo naquele organismo. Já em casos onde o indicativo varie entre 20% e 29%, podemos dizer que o resultado não determina se houve esse contato prévio com SARS-CoV-2. Se o percentual superar os 30%, há presença de anticorpos neutralizantes. “É fundamental destacar ainda que os resultados do teste não são indicação de imunidade ao vírus. Por isso, é imprescindível que as medidas de distanciamento físico se mantenham, além do uso de máscaras de proteção, álcool em gel. Ou seja, não estamos no momento de abrir mão da proteção contra a Covid-19”.

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anticorpos neutralizantes, covid-19, Grupo Sabin

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