Nesse trabalho, foi realizada uma análise proteômica comparativa de amostras de soro de pacientes que tiveram ou não febre amarela

A proposta da pesquisa foi conhecer o perfil de proteínas dos pacientes que tiveram as amostras analisadas

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) participou da Conferência Anual da American Society for Mass Spectrometry, ocorrida nos Estados Unidos da América, entre os dias 5 e 9 de junho, por meio de apresentação do trabalho Blood Proteomic Profiling of Patients with Yellow Fever by Trapped Ion Mobility Mass Spectrometry, feito em colaboração com a empresa Bruker, fabricante americana de instrumentos científicos para pesquisa molecular.

A parceria com a Funed se deu por meio do Serviço de Proteômica e Aracnídeos (SPAR/DPD) e o trabalho apresentado tem como autores os pesquisadores e analistas da Funed, Jaqueline Santos, Juliana Moraes, Patrícia Cota, Marcos Silva, Marluce Oliveira e Márcia Helena Borges, responsável pelo SPAR; além de profissionais da Bruker, Diego Assis, Elizabeth Gordon e Matthew Willetts, que participou do evento e fez a apresentação do poster. Nesse trabalho, foi realizada uma análise proteômica comparativa de amostras de soro de pacientes que tiveram ou não febre amarela.

A proposta da pesquisa foi conhecer o perfil de proteínas dos pacientes que tiveram as amostras analisadas. Assim, foram separados três grupos: pacientes que vieram a óbito; pacientes que tiveram febre e amarela, mas se recuperaram; e pacientes que não tiveram a doença. As amostras de soro para a realização das análises foram obtidas em parceria com o Serviço de Virologia e Riquetsioses do Instituto Octávio Magalhães da Funed. “No laboratório de proteômica, as amostras de soro foram preparadas usando dois workflows: sem depleção (amostra contendo todas as proteínas) e por depleção, em que algumas proteínas foram precipitadas por acetonitrila”, explica Márcia Borges.

“No estudo, foram identificadas mais de duas mil proteínas, muitas das quais estão expressas em maior ou menor quantidade quando comparadas ao controle (amostra de paciente que não teve a doença)”, de acordo com Márcia Borges. “Os resultados obtidos têm refletido as evidências clínicas. E esse estudo proteômico identificou diversas proteínas, que poderão contribuir para um melhor entendimento da patogênese da febre amarela e serem utilizadas como biomarcadores da doença”, destaca. As análises dos dados estão sendo finalizadas para a redação dos manuscritos com os dados completos. Com informações da Funed

Tags:

American Society for Mass Spectrometry, Funed, pesquisa molecular

Compartilhe: