A pré-eclâmpsia não pode ser curada com medicamentos. O único tratamento eficaz é o parto

A pré-eclâmpsia é uma complicação rara da gravidez que, se não detectada precocemente e não tratada, pode ter serias consequências para mãe e filho. A triagem do fator de crescimento placentário (PlGF) no primeiro trimestre permite a detecção precoce de mulheres com risco de pré-eclâmpsia e a prevenção de futuras complicações.1 O grau de consequências adversas à mãe e ao feto está inversamente relacionado à idade gestacional ao surgimento.2

A causa da pré-eclâmpsia não é conhecida. Os primeiros sinais e sintomas são a pressão arterial elevada ou proteína na urina. No entanto, essas complicações ocorrem principalmente na segunda metade da gravidez. Sintomas adicionais como dor de cabeça, visão turva ou edema caracterizam o próximo estágio da doença, denominada síndrome HELLP (hemólises, níveis elevados de enzimas hepáticas, baixa contagem de plaquetas). Devido a um suprimento insuficiente de oxigênio e nutrientes, a pré-eclâmpsia também causa complicações graves ao feto, como prematuridade, IGUR, displasia broncopulmonar e, às vezes, até mesmo morte.9

Com uma incidência entre 2 a 8%, a pré-eclâmpsia afeta por ano mais de 4,1 milhões de mulheres mundialmente8 e junto com síndrome HELLP são responsáveis por mais de 50.000 mortes maternas por ano.7

A pré-eclâmpsia não pode ser curada com medicamentos. O único tratamento eficaz é o parto (por indução ou por cesariana, isto depende do curso da doença e do estado de saúde da mãe e do filho).

O uso de ácido acetil salicílico (AAS) em baixas doses, também é recomendado para gestantes de alto risco por reduzir em 50-90% a incidência de pré-eclâmpsia e em 14% a morte fetal ou neonatal. Início da terapia com AAS deve começar antes da 16ª semana de gestação.9, 10,11

Usando o método de triagem tradicional, com base apenas no histórico materno, a taxa de detecção de mulheres com risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia é de cerca de 30%. As taxas de detecção tornam-se mais precisas quando as características maternas são combinadas com a medição de PlGF, assim como outros fatores, como PAPP-A (proteína plasmática A associada à gestação) sérico, ambos medidos nas semanas 11 a 13, pressão arterial média (PAM) e doppler da artéria uterina (índice de pulsatilidade da artéria uterina), resultando em uma taxa de detecção maior do 90% para casos de pré-eclâmpsia precoce, com uma taxa fixa de falsos positivos de 5% antes do aparecimento de qualquer sintoma clínico.

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Referências

1. Definition of the American College of Obstetrics and Gynaecology.

2. Akolekar R et al. Prenat Diagn 2011; 31: 66-74.

3. Poon LCY et al. Hypertension 2009; 53: 812-818.

4. Bujold E et al. J Obstet Gynaecol 2010; 116: 402-14.

5. Bujold E et al. J Obstet Gynaecol can 2009; 31: 818-26.

6. Dekker GA et al. Am J Obstet Gynaecol 1993; 168(1 Pt 1): 214-27.

7. Ghulmiyyah L and Sibai B. Seminars in Perinatology 2012; 36: 56-59.

8. The World Health Report 2005; p62.

9. Amorim, M. et al. Prevenção da pré-eclâmpsia baseada em evidências. Femina, 2009; v. 37:47-52.

10. Bujold E et al. J Obstet Gynaecol 2010; 116: 402-14.

11. Park et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2015; 46(4): 419-23.

Tags:

fator de crescimento placentário, gravidez, pré-eclâmpsia, Thermo Fisher Scientific

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