Um exame simples, mas que pode salvar vidas

Eletroforese de proteínas é um teste laboratorial que separa e quantifica as frações da proteína total denominadas, Albumina, Alfa 1, Alfa 2, Beta 1, Beta 2 e Gama, que quando alteradas oferecem informações relevantes tais como infecções crônicas e agudas, deficiências renais e hepáticas, imunossupressão e principalmente as gamopatias monoclonais.

Uma das grandes importâncias clínicas da eletroforese de proteínas é a identificação e quantificação dos componentes monoclonais, que aparecem como bandas no perfil eletroforético, decorrente da produção anômala das imunoglobulinas, proteínas denominadas de anticorpos, produzidas por um ou mais clones de células responsáveis pela defesa do organismo, os plasmócitos.

Existem algumas patologias que podem alterar a produção das imunoglobulinas e estudos mostram que em aproximadamente 51% dos casos em que estas proteínas monoclonais são detectadas o paciente não apresenta qualquer sintoma, entretanto, elas indicam uma condição que poderá cursar, ao longo dos anos,  para uma doença maligna, o que impõe o monitoramento destes pacientes por toda a vida.

Uma dessas doenças malignas que podem ser pesquisadas pela eletroforese de proteínas é o Mieloma Múltiplo, que é a segunda doença onco-hematológica de maior prevalência no mundo e seu diagnóstico muitas vezes é tardio, diante disto,  a importância  de incluir a eletroforese como teste de rotina, principalmente à partir dos 40 anos de idade, onde a prevalência do Mieloma começa a aumentar.

Uma dica importante para todos: se você tem mais de 40 anos, peça ao seu médico que prescreva o teste de eletroforese de proteínas pelo menos uma vez ao ano.

Tags:

eletroforese de proteínas, gamopatias monoclonais, Sebia

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